PEC das Domésticas já inspira Argentina

A Argentina, como o Brasil, está por regulamentar uma nova lei, equiparando os direitos das empregadas domésticas aos dos demais trabalhadores; lá, 1,1 milhão de pessoas trabalham como empregada doméstica, que inclui faxineiras, passadeiras, cozinheiras, babás, acompanhantes e jardineiros

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Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC

Buenos Aires – A Argentina, como o Brasil, está por regulamentar uma nova lei, equiparando os direitos das empregadas domésticas aos dos demais trabalhadores. Publicada no Diário Oficial na sexta-feira (12), a lei deve vigorar a partir de maio, informou Carlos Brassesco, advogado da União de Pessoal Auxiliar de Casas Particulares (Upac), sindicato criado em 1901 para representar a categoria.

Mas ao contrário do que acontece no Brasil, na Argentina a nova lei não foi motivo de debates fora do Congresso. “A lei vai reparar uma velha injustiça. É difícil questioná-la”, disse Brassesco, em entrevista à Agência Brasil. “As empregadas domésticas têm sindicato há mais de um século, mas até agora só tinha um decreto, de 1956, para garantir seus direitos”.

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Na Argentina, 1,1 milhão de pessoas trabalham como empregada doméstica, que inclui faxineiras, passadeiras, cozinheiras, babás, acompanhantes e jardineiros. “Mas apenas 250 mil estão registradas e um terço delas é estrangeira”, disse Brassesco. “Temos muitos imigrantes do Paraguai, da Bolívia e do Peru, que trabalham sem carteira assinada”.

As empregadas domésticas já tinham direito a um salário mínimo, décimo terceiro e férias. A nova lei agora estabelece a jornada de trabalho de 44 horas semanais, com direito a um dia e meio de folga, além de licença-maternidade de três meses e licença de casamento de dez dias. A indenização por demissão sem justa causa vai aumentar de meio salário a um salário por ano no emprego.

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Os encargos sociais, pelos cálculos de Brassesco, vão triplicar, porque passa a ser obrigatório o seguro de acidente de trabalho. A contribuição por empregada doméstica é fixa: 95 pesos (R$ 37 por mês) para aposentadoria, previdência e seguro-saúde do sindicato (na Argentina, cada sindicato tem sua obra social, que dá direito a médicos e hospitais).

“Com os aumentos e o seguro-saúde, os encargos podem chegar a 220 pesos (R$ 84 ), mas ainda assim são baixos, equivalem a menos de 10% do salário (de 2.900 pesos),” disse Brassesco. A nova lei, proposta pela presidenta Cristina Kirchner em 2010, demorou três anos para ser aprovada e promulgada. Falta apenas regulamentá-la.

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