Paulo Guedes vira bola da vez e mercado já aposta na sua queda

Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, as expectativas do setor financeiro são de agravamento da atual crise econômica no contexto de um cenário político desfavorável

Saída de Moro embaralha cenário para agenda de Guedes, dizem fontes da equipe econômica.
Saída de Moro embaralha cenário para agenda de Guedes, dizem fontes da equipe econômica. (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)


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Sputnik – O economista Jason Vieira alerta que o presidente pode perder apoio do mercado financeiro, se o desgaste no interior do seu governo atingir a equipe econômica.

A demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciada pelo próprio na manhã desta sexta-feira (24), já mexeu com o mundo político e também com o mundo econômico e financeiro.

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Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, as expectativas do setor financeiro são de agravamento da atual crise econômica no contexto de um cenário político desfavorável.

"Já temos os desafios do coronavírus, os desafios da atividade econômica, os desafios das reformas", disse especialista para Sputnik Brasil.

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Segundo Vieira, a comunidade financeira aguarda com impaciência por um "plano Marshall" da equipe econômica do atual governo que, no entanto, ainda não foi aprovado.

"Os impactos estão sendo sentidos em todos os ativos do mercado, mas é difícil mensurar o quanto isso pode avançar. A bolsa caiu muito mais, o dólar subiu muito mais, mas a tendência agora é observar os passos futuros [do governo]", acrescentou.

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O economista-chefe da Infinity Asset Management diz que o momento é de cautela. A principal preocupação do mercado, no momento, seria avaliar o nível de desgaste do governo. Se um dos baluartes do governo, Sergio Moro, caiu, será que o outro, que é Paulo Guedes, ainda fica?

"Se houver um processo de fritura intensa, como se diz no mercado, do ministro, aí infelizmente o mercado vai abandonar essa perspectiva", disse Vieira.

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O economista destacou que a gestão atual se elegeu com "uma agenda liberal, junto com a perspectiva de reformas e avanços importantes na atividade econômica brasileira".

"Se isso não acontecer o mercado não tem porque apoiar o presidente", concluiu.

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