Paulo Guedes diz que 'economia está começando a colapsar'

Na visão do ministro Paulo Guedes, as medidas emergenciais adotadas durante a pandemia podem não se sustentar a médio prazo

Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e STF
Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e STF (Foto: ABr)


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Sputnik - O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado do presidente Jair Bolsonaro, outros ministros e empresários, nesta quinta-feira (7).

O encontro da equipe do governo e de empresários com o ministro do STF, Dias Toffoli, não estava na agenda e foi marcada de última hora. Bolsonaro fez um apelo para que as medidas restritivas nos estados sejam amenizadas.

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O ministro Paulo Guedes, por sua vez, afirmou que as medidas emergenciais adotadas durante a pandemia podem não se sustentar a médio prazo.

​"Nós conseguimos, através de várias medidas, preservar vidas, mas também preservar empregos. Enquanto lá fora temos notícias que os EUA demitiram, preservamos mais de cinco milhões de empregos. Lançamos o programa de auxílio emergencial para preservar os sinais vitais da economia. Ainda está funcionado por essa proteção", declarou o ministro.

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"A informação que nós tivemos é que, embora tenhamos lançado dois ou três meses de proteção, talvez os sinais vitais não sustentem por tanto tempo. Talvez vamos ter um colapso antes. Quando a indústria nos passou esse quadro, estamos sempre em contato, sempre disseram que conseguiram preservar os sinais vitais. Mas agora nos disseram que está difícil. A economia está começando a colapsar. Não queremos virar a Venezuela e nem a Argentina", acrescentou.

O presidente Jair Bolsonaro, ao fazer um discurso no início da reunião, disse que o objetivo do encontro no STF era trazer a preocupação do setor empresarial durante a pandemia do coronavírus.

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"O objetivo da nossa vinda aqui, nós sabemos do problema do vírus, que devemos ter todo cuidado possível, preservar vidas, em especial daqueles mais em risco, mas temos um problema que vem cada vez mais nos preocupando: os empresários trouxeram essas aflições, a questão do desemprego, a questão da economia não mais funcionar. O efeito colateral do combate ao vírus não pode ser mais danoso que a própria doença", afirmou.

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