Paulo Bernardo sobre GVT e Vivo: “claro que é concentração de mercado”

"São duas empresas grandes, e se esse negócio se concretizar, o [grupo] Telefônica/Vivo vai ficar muito forte. É claro que é concentração de mercado, e isso terá que ser avaliado pelo Cade", comentou o ministro das Comunicações, sobre a oferta de compra da GVT pelo Grupo Telefônica/Vivo

"São duas empresas grandes, e se esse negócio se concretizar, o [grupo] Telefônica/Vivo vai ficar muito forte. É claro que é concentração de mercado, e isso terá que ser avaliado pelo Cade", comentou o ministro das Comunicações, sobre a oferta de compra da GVT pelo Grupo Telefônica/Vivo
"São duas empresas grandes, e se esse negócio se concretizar, o [grupo] Telefônica/Vivo vai ficar muito forte. É claro que é concentração de mercado, e isso terá que ser avaliado pelo Cade", comentou o ministro das Comunicações, sobre a oferta de compra da GVT pelo Grupo Telefônica/Vivo (Foto: Gisele Federicce)


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Elaine Patricia Cruz - Agência Brasil*

Após participar da abertura da Feira e Congresso da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), no Transamérica Expo Center, zona sul paulistana, o ministro Paulo Bernardo comentou, na tarde de terça-feira, a oferta de compra da GVT pelo Grupo Telefônica/Vivo. Para ele, a aquisição representa concentração de mercado.

"São duas empresas grandes, e se esse negócio se concretizar, o [grupo] Telefônica/Vivo vai ficar muito forte. É claro que é concentração de mercado, e isso terá que ser avaliado pelo Cade [Conselho de Administração e Desenvolvimento Econômico]. Algumas questões regulatórias também têm que passar pela Anatel", falou o titular da pasta das Comunicações desde janeiro de 2011.

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Para o ministro, a oferta de compra poderia ser negativa também para os clientes. "Para o consumidor é sempre bom ter muitas empresas e ter concorrência entre elas para que ele tenha mais opções", salientou Bernardo. Atualmente, GVT e Vivo são concorrentes na oferta de pacotes de TV por assinatura e planos de internet banda larga.

Espaço para a tecnologia 4G
Paulo Bernardo disse, durante painel do Congresso ABTA, que o leilão da faixa de 700 mega-hertz, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para o serviço móvel 4G, deve ocorrer até o final de setembro, ainda antes das eleições. O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu no domingo, 4, a publicação do edital do leilão e pediu novos esclarecimentos à Anatel sobre a licitação da faixa, que será usada para ampliar a tecnologia no país.

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Segundo o ministro, a solicitação de esclarecimentos, feita pelo TCU, poderá ser respondida pela agência rapidamente, em até uma semana. "A Anatel recebeu uma série de questionamentos, e vamos prestar todas as informações. Conversei com o João Rezende [presidente da Anatel] e ele me disse que foi dado prazo de 15 dias, mas ele me disse que não precisa de 15 dias, e vai fazer isso bem antes".

O edital propõe o leilão de seis lotes de áreas de frequência 4G, três com cobertura nacional. O preço mínimo das outorgas de cada lote só será conhecido, no entanto, quando o documento for publicado.

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*Edição: Stênio Ribeiro. Com alterações da equipe do Portal Comunique-se.

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