Parente levou a Petrobrás, que descobriu o pré-sal, a produzir menos petróleo

Produção registrou terceiro mês seguido de queda, em julho, quando o volume caiu 1% frente a junho, para 2,014 milhões de barris diários, patamar mais baixo desde março de 2016; ironicamente, essa perda tende a ser compensada nos próximos meses pelo avanço do pré-sal, considerado por Pedro Parente um recurso que 'foi endeusado', conforme afirmação feita pouco depois do golpe, quando assumiu a presidência da estatal; a riqueza brasileira é interesse de compra de 12 multinacionais, como BP (Reino Unido) e Chevron (EUA), que se inscreveram para a 5ª rodada de partilha do pré-sal, no leilão marcado para 28 de setembro

Parente levou a Petrobrás, que descobriu o pré-sal, a produzir menos petróleo
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247- Pedro Parente, que assumiu a presidência da Petrobrás assim que o governo golpista de Michel Temer assumiu o poder, conseguiu a proeza de fazer com que a estatal, responsável pela descoberta do pré-sal, passasse a produzir menos petróleo. A produção de petróleo da empresa no Brasil registrou seu terceiro mês seguido de queda no mês de julho, uma queda de 1% frente a junho, para 2,014 milhões de barris diários, patamar mais baixo desde março de 2016.

A perda tende a ser compensada nos próximos meses pelo avanço do pré-sal, uma vez que a Petrobrás colocou em operação este ano, na região da Bacia de Campos, duas plataformas: a P-74 (Búzios) e a Campos dos Goytacazes (Tartaruga Verde). Há ainda o projeto de colocar em operação outras quatro plataformas até o fim deste ano. A principal responsável por puxar para baixo os dados operacionais da Petrobrás foi a venda de 25% do campo de Roncador, na região, para a Equinor (ex-Statoil).

Ironicamente, Parente declarou em setembro de 2016, pouco depois do golpe parlamentar que tirou Dilma Rousseff da presidência e que o levou ao comando da estatal, que "houve certo endeusamento do pré-sal". O mesmo pré-sal é agora interesse de compra de 12 petroleiras multinacionais, que se inscreveram para a 5ª rodada de partilha do pré-sal, no leilão marcado para 28 de setembro, conforme anunciou nesta terça-feira 4 a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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A lista de inscrições inclui a BP (Reino Unido), Chevron (EUA), CNODC (China), CNOOC (China), DEA Deutsche Erdoel AG (Alemanha), Ecopetrol (Colômbia), Equinor (Noruega), ExxonMobil (EUA), Petrobrás, QPI (Catar), Shell (Reino Unido) e Total (França). Dessas, apenas a DEA ainda não possui contrato para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. A Ecopetrol e a Equinor deverão apresentar documentação complementar até o dia 13, prazo final para apresentação das garantias de oferta, segundo a ANP. A 5ª rodada vai ofertar as áreas de Saturno, Titã, Pau Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, localizadas nas bacias de Santos e de Campos.

Após dez anos de produção, o pré-sal brasileiro atingiu 1,5 milhão de barris de petróleo por dia (bpd). A expectativa da Petrobrás é de que, até 2022, mais 13 plataformas entrem em operação, com investimentos da ordem de US$ 35 bilhões, contrariando a informação de que o pré-sal fazia parte apenas parte da propaganda governamental. Segundo nota da Associação de Engenheiros da Petrobrás (Aepet), em uma década, a produção no pré-sal gerou R$ 40 bilhões em participações governamentais, podendo chegar a R$ 130 bilhões em 2022. Para efeito de comparação, no Mar do Norte foi preciso aguardar 50 anos para se chegar à produção de 1,5 milhões de barris.

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