Padilha quer garantir privilégios dos militares na Previdência

"O militar vai para a reserva e continua à disposição do Estado. É diferente", disse o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha; "Militares não são servidores públicos"; ontem, Padilha sinalizou que benefícios que atendem a população mais pobre serão desvinculados do salário mínimo, o que foi classificado pela presidente Dilma Rousseff como um agravamento da "onda regressiva" no País

Brasília - Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha durante coletiva de imprensa sorbe a previdência social (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha durante coletiva de imprensa sorbe a previdência social (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Michel Termer negocia com as Forças Armadas a inclusão dos militares em algumas das mudanças previstas na reforma da Previdência, mas mantendo um regime especial para a categoria, disse nesta quarta-feira o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

"(O militar) vai para a reserva e continua à disposição do Estado. É diferente, mas eles militares já verbalizarem que querem caminhar para algumas regras gerais, em que pese sejam absolutamente diferentes dos demais servidores", disse o ministro.

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Padilha lembrou que a diferenciação dos militares está prevista na Constituição, que trata separadamente servidores civis e os das Forças Armadas. "Militares não são servidores públicos", disse o ministro.

A intenção inicial do governo era colocar todos os servidores, inclusive os militares, em uma regra geral da previdência, igualando à população em geral. No entanto, a ideia de serem tratados como os demais incomodou profundamente as Forças Armadas, que alegam terem uma situação diferenciada, pela idade em que devem ir para reservar e por se manterem à disposição, podendo ser requisitados.

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Padilha se reuniu na manhã desta terça-feira com representantes das Forças Armadas para tentar chegar a um acordo, já que esse é um dos pontos da reforma que não foi fechado. Apesar da resistência, o governo considera que não tem como mexer na aposentadoria de todo mundo e deixar apenas os militares de fora, disse à Reuters uma fonte palaciana.

Padilha confirmou que a reforma não será entregue ao Congresso essa semana, como havia sido aventado inicialmente.

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"O presidente vai definir alguns passos que precisam ser dados. Devemos concluir no Grupo de Trabalho possivelmente esta semana", disse o ministro, ressaltando que Temer quer ainda conversar com as centrais, empresários e depois fazer uma grande reunião com os líderes da bancada governista, antes de enviar o projeto para apreciação do Legislativo.

"O presidente ainda vai passar um pente fino, um olho clínico nas propostas. Esse olho clínico que ainda não foi possível", revelou. A intenção é entregar ao presidente uma proposta fechada, com as modificações pedidas por Temer, na quinta-feira.

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(Por Lisandra Paraguassu)

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