Oposição critica Goldfajn por condicionar queda do juro ao ajuste fiscal

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nesta terça-feira, 4, senadores da oposição criticaram o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, pela falta de argumentos sólidos para a manutenção da taxa de juros em 14,25%; presidente da CAE, Gleisi Hoffmann (PT-PR), condenou a postura do Banco Central de condicionar a redução dos juros à aprovação, pelo Congresso, das medidas de redução dos gastos e a reforma da Previdência; "Parece que há uma ameaça ao Parlamento brasileiro; ou aprovamos as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo, ou teremos que conviver com juros altos por diversos anos", afirmou 

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nesta terça-feira, 4, senadores da oposição criticaram o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, pela falta de argumentos sólidos para a manutenção da taxa de juros em 14,25%; presidente da CAE, Gleisi Hoffmann (PT-PR), condenou a postura do Banco Central de condicionar a redução dos juros à aprovação, pelo Congresso, das medidas de redução dos gastos e a reforma da Previdência; "Parece que há uma ameaça ao Parlamento brasileiro; ou aprovamos as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo, ou teremos que conviver com juros altos por diversos anos", afirmou 
Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nesta terça-feira, 4, senadores da oposição criticaram o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, pela falta de argumentos sólidos para a manutenção da taxa de juros em 14,25%; presidente da CAE, Gleisi Hoffmann (PT-PR), condenou a postura do Banco Central de condicionar a redução dos juros à aprovação, pelo Congresso, das medidas de redução dos gastos e a reforma da Previdência; "Parece que há uma ameaça ao Parlamento brasileiro; ou aprovamos as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo, ou teremos que conviver com juros altos por diversos anos", afirmou  (Foto: Aquiles Lins)


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247 - Os senadores da oposição cobraram nesta terça-feira, 4, do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, a falta de argumentos sólidos para a manutenção da taxa de juros em 14,25%. Neste patamar, a Selic não é só a mais alta do mundo como também é uma das grandes responsáveis pela forte recessão da economia brasileira e pelo aumento da dívida pública.

Da mesma forma, os parlamentares condenaram com veemência o peso dado pelo Banco Central à política fiscal do governo Temer que, se aprovada, vai atingir fortemente os programas sociais voltados para a população mais pobre.

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Ilan Goldfajn deixou claro que não tem um "cronograma preestabelecido" para iniciar o processo de "flexibilização da política monetária", ou seja, de corte dos juros. Ele voltou a afirmar que um dos fatores para a redução dos juros é o cenário de aprovação de medidas fiscais.

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Em sua fala, a presidente da CAE, Gleisi Hoffmann (PT-PR), criticou essa postura do Banco Central de condicionar a redução dos juros à aprovação, pelo Congresso, das medidas de arrocho fiscal, como a PEC da redução dos gastos e a reforma da Previdência.

"Parece que há uma ameaça ao Parlamento brasileiro; ou aprovamos as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo, ou teremos que conviver com juros altos por diversos anos", afirmou Gleisi.

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A senadora argumentou que a piora recente dos indicadores fiscais não é decorrente do aumento de gastos, mas sim da queda de arrecadação e do próprio aumento da taxa de juros. Ou seja, ao partir de um diagnóstico errado, o governo está propondo um remédio errado, de ajuste fiscal permanente que só vai agravar a situação econômica, prejudicando ainda mais o resultado fiscal.

"Querer resolver o problema fiscal por meio da PEC 241 é, na verdade, uma visão parcial, mais voltada a um desmonte dos mecanismos distributivos, para reduzir os gastos sociais, e não uma tentativa de melhorar o cenário fiscal", disse.

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Para a senadora, ao invés de repetir o mantra do ajuste fiscal, o governo deveria propor medidas efetivas para a retomada do crescimento, entre elas aumentar os investimentos públicos, além da reduzir os juros, o que ajudaria a impulsionar a economia e a reduzir o custo da dívida.

Gleisi ressaltou também que não concorda que juros altos e o ajuste fiscal são necessários para manter a inflação controlada, como se os que se opõem a essas políticas tivessem algum descaso com a carestia. "Em 2015, os fatores que explicaram o aumento da inflação foram a alta dos preços administrados e a desvalorização cambial. E isso não se combate com juros altos", ponderou.

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Na audiência com o presidente do Banco Central, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) apelou a Ilan Goldfajn para que na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), dada a falta de argumentos técnicos para o atual patamar da Selic, o BC inicie o processo de redução da taxa Selic.

Ele classificou de "loucura" a estratégia do governo de buscar o equilíbrio fiscal por meio da taxa de juros alta e o corte profundo nos gastos públicos. "Os senhores estão propondo um plano de austeridade a longo prazo, de 20 anos, e um superávit primário de 6% a 7% do PIB. Isso é uma loucura!", protestou Lindbergh.

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Já a senadora Kátia Abreu condenou o comportamento daqueles que hoje atacam o governo Dilma, lembrando que muitos são os mesmos que, na oposição, defendiam pautas bombas para ampliar o déficit fiscal e desestabilizar o governo do PT.

"Esses mesmos partidos que estão aqui, urrando, dizendo que a presidenta Dilma foi um fracasso, foram os mesmos que estavam na Câmara, tentando aprovar pautas bombas com autoria e relatoria desses projetos. E, agora, como se não bastasse, os dois projetos que mais defendiam, que era o aumento do percentual da saúde e o reajuste do salário mínimo, um, agora, quer congelar, e o outro, agora, quer tirar o piso. Ora, essas coisas cansam!"

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Por sua vez, além de também condenar a política monetária do Banco Central, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) cobrou do Banco Central uma maior regulamentação do sistema financeiro, que pratica juros abusivos contra os correntistas.

"Só este ano o aumento da taxa de juros do cheque especial foi de 34% e chegou a 321%, batendo o recorde. "Por que, presidente Ilan, não se trabalha também para regulamentar, pelo menos minimamente, o mercado financeiro? Essas taxas são abusivas, escorchantes", lamentou Vanessa.

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