Operários da Volks mantêm greve, que entra no 4º dia

Nova assembleia acontece na próxima segunda-feira 12, quando os 13 mil funcionários da montadora decidirão se darão continuidade ao movimento, iniciado em protesto contra o corte de 800 pessoas

Nova assembleia acontece na próxima segunda-feira 12, quando os 13 mil funcionários da montadora decidirão se darão continuidade ao movimento, iniciado em protesto contra o corte de 800 pessoas
Nova assembleia acontece na próxima segunda-feira 12, quando os 13 mil funcionários da montadora decidirão se darão continuidade ao movimento, iniciado em protesto contra o corte de 800 pessoas (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Os 13 mil operários da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) decidiram manter a paralisação que teve início há quatro dias. Eles estão convocados para uma assembleia na próxima segunda 12, no pátio da montadora, para definir se o movimento, deflagrado em protesto contra 800 demissões, será mantido.

A assembleia foi aprovada em plenária na manhã desta sexta 9 com os demitidos na Sede do Sindicato. Em quatro dias do movimento, nenhum carro foi produzido. "E os próximos dias não serão diferentes", avisou o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

Os trabalhadores souberam da demissão por meio de telegramas recebidos às vésperas do final do ano passado, que falava para não retornarem aos seus postos de trabalho após o fim das férias coletivas, o que aconteceu na última terça.

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A correspondência começou a ser enviada pela empresa dia 30 de dezembro e já chegou a 800 funcionários. Além deles, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a ameaça de demissão existe para outros 1.300 trabalhadores, já que a Volks anunciou publicamente sua avaliação de que existem 2.100 excedentes na fábrica do município.

Segundo os dirigentes, pelo acordo negociado em 2012 entre sindicato e Volkswagen, não poderiam ocorrer demissões na fábrica até 2016. O presidente do sindicato, Rafael Marques, disse ao 247 essa semana que a Volks "quebrou o acordo" com os cortes.

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Em junho de 2014, no entanto, representantes da montadora procuraram o Sindicato para renegociar o acordo, alegando que devido à queda nas vendas não tinham como manter o acordo. Assim as negociações de uma nova proposta foram iniciadas.

Em dezembro do ano passado os trabalhadores rejeitaram a nova proposta o que no entender do Sindicato, manteve o acordo fechado em 2012. A empresa, no entanto, rompeu o acordo e demitiu os companheiros.

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