OIT: desemprego bate recorde e já atinge 41 milhões na América Latina e no Caribe

"Alcançamos um recorde histórico, nunca visto na América Latina e no Caribe, de 41 milhões de pessoas", declarou o diretor regional da Organização Internacional do Trabalho

Pessoas em fila para vagas de emprego em São Paulo
Pessoas em fila para vagas de emprego em São Paulo (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)


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247 - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou, nesta quarta-feira, 1º, que a pandemia do coronavírus colocou América Latina e Caribe "em uma crise econômica e social sem precedentes", deixando "um recorde de 41 milhões de desempregados". 

Segundo artigo do Uol, a organização prevê um crescimento entre 4 e 5 pontos do desemprego, que se encontrava em 8,1% no final de 2019.

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"Alcançamos um recorde histórico, nunca visto na América Latina e no Caribe, de 41 milhões de pessoas", declarou Vinícius Pinheiro, diretor regional da OIT.

A crise no Brasil

O Brasil acompanha o desenvolvimento do desemprego. Pela primeira vez, o País tem mais desempregados do que empregados. Dados do IBGE mostram que a população ocupada - empregados, empregadores, conta própria, servidores - era de 85,9 milhões no trimestre até maio, queda de 8,3% frente aos três meses anteriores e menos da metade do total da população em idade de trabalhar. 

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Houve uma perda de 7,8 milhões de vagas. É o pior resultado da série histórica, iniciada em 2012, informa o Valor Econômico

Quase 2 milhões de empregos foram perdidos no comércio, o que representa redução de 11,1% ante os três meses anteriores. 

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Outras atividades tiveram perdas expressivas, como indústria (-1,23 milhão de postos), construção (-1,08 milhão) e serviços domésticos (-1,17 milhão). 

A taxa de desemprego do país cresceu de 11,6% no trimestre até fevereiro para 12,9% no trimestre até maio. O país tinha 12,9 milhões de desempregados. Segundo economistas, a taxa de desemprego do país não mostrou a realidade do mercado de trabalho, porque o IBGE considera desempregado quem procura trabalho e não encontra. Mas na quarentena a busca é mais difícil. 

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Segundo cálculos da MCM Consultores, o desemprego teria atingido 20 milhões de pessoas e a taxa estaria em 18,9%. 

Com a flexibilização da quarentena, os indicadores de desemprego devem mostrar alta em junho, refletindo uma maior busca por vagas no mercado de trabalho. Há estimativas que apontam alta da taxa para 14% em maio. Se confirmada, a taxa será um recorde da série.

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