OGX propõe tirar 'X' do nome, símbolo da multiplicação da riqueza

Endividada, petroleira do empresário Eike Batista pretende mudar o nome para Óleo e Gás Brasil S.A., tirando a letra "X" de sua denominação, marca de todas as empresas listadas em bolsa do ex-bilionário; novo nome da companhia, que já foi o ativo mais precioso de Eike, será discutido em reunião com acionistas no dia 26

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Visita a Plataforma Ocean Quest na Bacia de Campos . Taxa de sucesso de 100% nos 29 pocos perfurados na Bacia de Campos (RJ) Success rate of 100% in 29 wells drilled in Campos Basin, in Rio (Foto: Gisele Federicce)


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SÃO PAULO, 8 Nov (Reuters) - A endividada petroleira OGX pretende mudar o nome para Óleo e Gás Brasil S.A., tirando a letra "X" de sua denominação --marca de todas as empresas listadas em bolsa do ex-bilionário Eike Batista para simbolizar a multiplicação de riqueza.

A OGX, que era considerada o ativo mais precioso de Eike e na semana passada entrou com pedido de recuperação judicial com dívida de 11,2 bilhões de reais, convocou acionistas para assembleia geral extraordinária em 26 de novembro para deliberar sobre a mudança do nome da companhia. Inicialmente, o encontro estava previsto para o dia 19.

A assembleia também votará sobre o grupamento de ações da OGX. Segundo edital de convocação divulgado na noite de quinta-feira, o "grupamento visa minimizar os efeitos potenciais de pequenas oscilações no valor das ações em termos percentuais". A empresa, porém, não deu mais detalhes sobre a proposta. A ação da petroleira, que já chegou a custar cerca de 23 reais, vale atualmente 0,15 real.

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Os acionistas deverão ratificar ainda o pedido de recuperação judicial feito à Justiça do Rio de Janeiro no fim de outubro, o maior da história por uma empresa da América Latina.

Finalmente, será discutida e deliberada a venda do controle da OGX Maranhão, subsidiária da petroleira que tem campos de gás em blocos terrestres na Bacia do Parnaíba.

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A OGX anunciou em 31 de outubro acordo para sair da OGX Maranhão, em uma operação que deve render cerca de 344 milhões de reais à empresa, recursos cruciais para que ganhe uma sobrevida e inicie produção de petróleo no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.

A venda da OGX Maranhão ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além dos credores da petroleira.

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A OGX protagonizou a maior campanha exploratória de petróleo por uma empresa privada no Brasil. Mas as ambiciosas estimativas de óleo recuperável nos seus campos não se confirmaram e a empresa se viu sem alternativa a não ser pedir recuperação judicial para tentar evitar uma falência.

Se não conseguir recursos em breve, a OGX ficará sem caixa em algum momento de dezembro, de acordo com apresentação aos detentores de 3,6 bilhões de dólares em bônus da empresa no exterior. Eles rejeitaram uma proposta de reestruturação da dívida apresentada pela petroleira antes do pedido de recuperação judicial.

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(Por Roberta Vilas Boas e Cesar Bianconi)

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