OGX deve entrar com pedido de recuperação judicial nesta 4ª
Decisão ocorre um mês após a companhia anunciar que não pagaria uma parcela de 45 milhões de dólares aos detentores de títulos vendidos no mercado internacional; só a esses credores, a OGX deve 3,6 bilhões de dólares. O total de dívidas da petroleira é estimado em 4 bilhões de dólares; segundo a Agência Reuters, a endividada petroleira ficará sem recursos na última semana de dezembro se não conseguir levantar dinheiro novo, conforme informações do plano de reestruturação aos detentores de bônus que fracassou
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247 - A petroleira OGX, do empresário Eike Batista, deve apresentar à Justiça o pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (30). A decisão ocorre um mês após a companhia anunciar que não pagaria uma parcela de 45 milhões de dólares aos detentores de títulos vendidos no mercado internacional. Só a esses credores, a OGX deve 3,6 bilhões de dólares. O total de dívidas da petroleira é estimado em 4 bilhões de dólares.
Segundo a Agência Reuters, a endividada petroleira ficará sem recursos na última semana de dezembro se não conseguir levantar dinheiro novo, conforme informações do plano de reestruturação aos detentores de bônus que fracassou. O documento, disponibilizado no site de Relações com Investidores da OGX nesta terça-feira, informou ainda que a empresa precisa de 250 milhões de dólares para suas necessidades de liquidez até abril de 2014, seja via nova dívida ou aumento de capital.
A empresa tinha 82 milhões de dólares em disponibilidades no fim de setembro e seus assessores financeiros na negociação com os credores externos --Blackstone e Lazard-- estimam desembolsos de 89 milhões de dólares apenas a fornecedores até o fim do ano, considerando somente pagamentos críticos a prestadores de serviço no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.
A expectativa é que Tubarão Martelo inicie produção em meados de novembro, com vendas do petróleo do campo em janeiro.
O valor atribuído à toda OGX, pelo plano, é de 2,7 bilhões de dólares --principalmente composto pelo valor presente líquido de Tubarão Martelo (1,4 bilhão de dólares) e do campo Atlanta (1,1 bilhão de dólares).
Num cenário sem a venda de ativos de gás da OGX no Maranhão e sem a conclusão de um investimento da malaia Petronas na petroleira de Eike, os detentores de bônus perdoariam parte relevante da dívida e converteriam o saldo em ações da OGX, ficando com entre 42 e 57 por cento de participação na companhia.
O percentual da empresa que ficaria nas mãos dos credores externos dependeria do acerto da OGX com a empresa de construção naval OSX, também de Eike, relacionado às plataformas construídas para a petroleira. A OSX ficaria com entre 14 e 30 por cento da OGX.
Mais cedo nesta terça, a OGX informou que concluiu conversas com detentores de 3,6 bilhões de dólares em bônus da empresa com vencimento em 2018 e 2022 sem obter um acordo para reestruturar a dívida.
A OGX se prepara para entrar com pedido de recuperação judicial ainda nesta semana, disseram três fontes com conhecimento da situação à Reuters na segunda-feira.
Uma das fontes disse que a OGX planeja excluir do pedido de recuperação judicial sua unidade de gás natural OGX Maranhão, que atualmente negocia venda de uma participação para a empresa de energia Eneva --anteriormente conhecida como MPX e também foi fundada por Eike.
A OGX, que possui dívida total de 5 bilhões de dólares, não quis comentar na segunda-feira a possibilidade de entrar com pedido de recuperação judicial.
Se confirmado, o processo de recuperação judicial da OGX será o maior da história de uma empresa latino-americana, segundo dados da Thomson Reuters.
A decisão ocorre enquanto se aproxima do fim o prazo de 30 dias que a OGX tem para não ser declarada inadimplente, após não ter honrado o pagamento de cerca de 44 milhões de juros sobre bônus no exterior no começo de outubro.
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