OGX dá calote milionário em fornecedor

Empresa Ensco havia emprestado duas sondas para a petroleira e por elas deveria receber duas parcelas: US$ 18 milhões, em junho, e US$ 27 milhões no terceiro trimestre, mas a OGX não pagou; pedido de recuperação judicial deve acontecer ainda nesta semana, atingindo mais de uma empresa do grupo EBX; para o jornal Valor Econômico, a empresa vale US$ 2,5 bilhões e deve mais de US$ 4 bilhões, ou seja, está tenicamente quebrada; calote deve ser o maior já registrado na América Latina

Empresa Ensco havia emprestado duas sondas para a petroleira e por elas deveria receber duas parcelas: US$ 18 milhões, em junho, e US$ 27 milhões no terceiro trimestre, mas a OGX não pagou; pedido de recuperação judicial deve acontecer ainda nesta semana, atingindo mais de uma empresa do grupo EBX; para o jornal Valor Econômico, a empresa vale US$ 2,5 bilhões e deve mais de US$ 4 bilhões, ou seja, está tenicamente quebrada; calote deve ser o maior já registrado na América Latina
Empresa Ensco havia emprestado duas sondas para a petroleira e por elas deveria receber duas parcelas: US$ 18 milhões, em junho, e US$ 27 milhões no terceiro trimestre, mas a OGX não pagou; pedido de recuperação judicial deve acontecer ainda nesta semana, atingindo mais de uma empresa do grupo EBX; para o jornal Valor Econômico, a empresa vale US$ 2,5 bilhões e deve mais de US$ 4 bilhões, ou seja, está tenicamente quebrada; calote deve ser o maior já registrado na América Latina (Foto: Felipe L. Goncalves)


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SÃO PAULO - A OGX Petróleo (OGXP3) deu calote na empresa britânica Ensco, que fabrica sondas para exploração. A empresa havia emprestado duas sondas para a OGX, a Ensco 5002 e a Ensco 5004 e deveria receber duas parcelas de pagamento: US$ 18 milhões, em junho, e US$ 27 milhões no terceiro trimestre. Mas a OGX não pagou.

A Ensco criou uma provisão de US$ 11 milhões para isso, mas viu seu resultado bastante prejudicado pelos US$ 45 milhões não pagos para a empresa - curiosamente, o mesmo valor que não foi pago em juros no início do mês. A Ensco teve lucro de "apenas" US$ 31 milhões no período.

A empresa destacou que a Ensco 5002 deve continuar no Brasil, mas provavelmente será realocada para outra petrolífera nacional. Enquanto isso, a Ensco 5004 irá para o Mediterrâneo quando for encerrado o acordo com a OGX. A petrolífera de Eike está praticamente sem caixa e está renegociando suas dívidas - embora deva ter de pedir recuperação judicial nos próximos dias.

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Texto publicado originalmente no site Infomoney.

OGX derrete 24% e sai do pregão da Bovespa

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SÃO PAULO - As ações da OGX Petróleo (OGXP3) registram mais um dia de forte derrocada, em meio às notícias de que a companhia está prestes a entrar em recuperação judicial. Às 13h51, (horário de Brasília), os ativos OGXP3 registravam perdas de 13,79%, a R$ 0,25, após cair 24,14% (R$ 0,22) na mínima do dia depois de saírem do leilão.

Na última sexta-feira, as ações caíram 19,44% com os rumores de que a companhia de Eike Batista peça recuperação judicial ainda nesta semana. No acumulado das últimas sete sessões, a queda é de 45%.

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Já segundo informou o Valor, estava prevista para hoje a abertura dos detalhes dos últimos capítulos do "fim do sonho" da OGX Petróleo (OGXP3). A divulgação das informações, conhecida no mercado financeiro como "blow out", marcará o término definitivo das conversas com os detentores dos bônus internacionais emitidos pela empresa, que totalizam US$ 3,6 bilhões.

Caso seja revelada ao longo do dia, essa informação significará que só o pedido de recuperação judicial poderá proteger a empresa das cobranças dos mais diversos tipos de credores. A empresa possui pendências de US$ 400 milhões com seus fornecedores, e desse total, US$ 70 milhões são críticos para continuidade das atividades da empresa.

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Eneva faz acordo com credores para opção de venda de fatia da OGX Maranhão

Nesta sessão, destaque ainda para o comunicado divulgado ao mercado da Eneva (ENEV3), ex-MPX Energia, informando que assinou contrato com os bancos credores da OGX Maranhão. Com isso, o Itaú BBA, Morgan Stanley e Santander terão o direito de vender as ações da OGX-M para a Eneva em caso de inadimplência da OGX Holding.

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O acordo prevê a venda de fatia de 66,7% dos papéis emitidos pela OGX-M por R$ 200 milhões. A put - opção de venda - poderá ser exercida a partir de 19 de fevereiro de 2014. A Eneva informou que o direito de put dos credores ocorrerá mediante a assinatura de alguns instrumentos de financiamento.

Dentre eles, a celebração de um contrato de refinanciamento com uma ou mais instituições financeiras a serem determinadas pela diretoria da companhia, para a rolagem da dívida da OGX Maranhão, no valor de R$ 600 milhões, assim como a celebração de um termo de compromisso vinculante, com uma ou mais instituições financeiras a serem determinadas pela diretoria para a contratação de um financiamento para o pagamento do preço de aquisição da opção de venda. As ações da Eneva registram alta de 0,92%, a R$ 4,38, após oscilar entre perdas e ganhos nesta sessão.

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Também registram forte baixa as ações da MMX Mineração (MMXM3, R$ 0,74, -8,64%) e a OSX Brasil (OSXB3, R$ 0,66, -7,04%), também contaminadas pela iminente recuperação judicial da OGX. A companhia de estaleiros é especialmente afetada: os donos dos papéis da empresa têm garantias para a dívida, a plataforma OSX-3; contudo, há riscos para ela em meio à hipótese de que uma recuperação judicial da OGX poderia atingir, de alguma forma, a plataforma incluída na garantia da OSX holandesa.

Texto publicado originalmente no site Infomoney.

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Leia reportagem anterior do 247:

Contagem regressiva para o calote de Eike

247 - O tempo de Eike Batista está se esgotando e ainda nesta semana ele deve apresentar o pedido de recuperação judicial da OGX e de outras empresas do grupo. É o que informa a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo:

AMPULHETA

Empresários que acompanham de perto a derrocada da OGX de Eike Batista preveem que ela pode pedir recuperação judicial ainda nesta semana. A companhia está inadimplente há mais de 30 dias.

COMPANHIA

É possível que mais de uma empresa do grupo de Eike recorra ao instrumento, caso a recuperação seja mesmo adotada.

Segundo o jornal Valor Econômico, o "sonho acabou". A empresa vale US$ 2,5 bilhões e deve mais de US$ 4 bilhões, ou seja, está tecnicamente quebrada (leia aqui). O pedido de proteção judicial contra credores, informação antecipada pelo 247 (leia aqui), deve ser feito nas próximas horas.

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