Offshores em esconderijos fiscais são “escândalo internacional”, diz auditora fiscal
Segundo Clair Hickmann, auditora fiscal da Receita aposentada, ainda não é possível dizer se as offshores de Guedes e Roberto Campos Neto em paraísos fiscais são ilegais, mas a conduta é “no mínimo antiética”. Assista na TV 247
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247 - Auditora fiscal aposentada da Receita Federal e diretora técnica do Instituto Justiça Fiscal (IJF), Clair Hickmann, em entrevista à TV 247, classificou o caso “Pandora Papers” como um “escândalo internacional”. O “escândalo” atinge as duas maiores autoridades econômicas do Brasil: o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.Segundo Clair, não é possível dizer que a existência de offshores de Guedes e Roberto Campos Neto em paraísos fiscais seja ilegal, mas é com certeza “antiética”.
Isto porque, de acordo com o Código de Conduta da Alta Administração Federal, “é vedado o investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do cargo ou função, inclusive investimentos de renda variável ou em commodities, contratos futuros e moedas para fim especulativo, excetuadas aplicações em modalidades de investimento que a CEP venha a especificar”.
“Se não for ilegal, o que é preciso apurar, no mínimo é antiético. O código de conduta foi feito lá em 2000 e diz claramente que o objetivo é questão ética. Para mim, manter uma conta assim, as duas autoridades do governo, no mínimo é antiético. Tem que ser investigado se eventualmente essas duas autoridades não violaram [a lei], eu não posso afirmar. Mas tem indícios fortes, na minha avaliação, de irregularidade ou de violação do Código de Conduta da Alta Administração Federal. É no mínimo antiético”, declarou Clair.
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