Odebrecht pediu 'contribuição' para aprovar MP, diz empresária
presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Única), Elizabeth Farina, prestou depoimento à Polícia Federal e contou ter ter ouvido do diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que seria necessária a "contribuição" de empresários do setor para aprovação de uma medida provisória no Congresso; ela afirmou à PF que Melo Filho não trouxe "detalhes acerca de que tipo de 'contribuição'", mas que o pedido "posteriormente chamou a atenção da depoente [Elizabeth], fazendo-a pensar que tal 'contribuição' pudesse estar além de esforços de convencimento dos parlamentares que votariam contra a aprovação da MP"; segundo Farina, o pagamento não foi efetuado
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247 - A presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Única), Elizabeth Farina, prestou depoimento à Polícia Federal e contou ter ter ouvido do diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que seria necessária a "contribuição" de empresários do setor para aprovação de uma medida provisória no Congresso.
A aprovação da MP 613, segundo a delação premiada de executivos da Odebrecht, gerou pagamento de propina de cerca de R$ 7 milhões a diversos parlamentares. Aprovada em agosto de 2013, a MP concedeu incentivos tributários aos produtores de etanol e à indústria química por meio de crédito presumido e da redução de PIS/Pasep e Cofins.
A presidente da Unica afirmou à PF que Melo Filho não trouxe "detalhes acerca de que tipo de 'contribuição'", mas que o pedido "posteriormente chamou a atenção da depoente [Elizabeth], fazendo-a pensar que tal 'contribuição' pudesse estar além de esforços de convencimento dos parlamentares que votariam contra a aprovação da MP". Segundo Farina, o pagamento não foi efetuado. A Unica representa cerca de 60% da indústria da cana processada no país.
Segundo os delatores da Odebrecht, essa MP beneficiava a Braskem, braço petroquímico da empreiteira.
São alvos do inquérito os senadores Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE), todos do PMDB, e os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eles negam irregularidades.
As informações são da Folha de S. Paulo.
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