Odebrecht faz baixas de R$ 5,9 bi na construtora

Em apresentação para investidores ontem, A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) apresentou ontem aos seus investidores o balanço de 2016, com ajustes negativos totais de R$ 5,9 bilhões; o objetivo da companhia, com isso, foi "corrigir" todo o passado e virar a página também nos resultados. Os números são encarados como uma espécie de "marco zero" para a história do negócio

Sede Odebrecht
Sede Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) apresentou ontem aos seus investidores o balanço de 2016, com ajustes negativos totais de R$ 5,9 bilhões. O objetivo da companhia, com isso, foi "corrigir" todo o passado e virar a página também nos resultados. Os números são encarados como uma espécie de "marco zero" para a história do negócio.

"Queremos dar estabilidade às contas daqui para frente, sem ter que ajustar aos poucos, por trimestre. É o primeiro passo na linha de ajustar as contas para pavimentar o caminho até um IPO [oferta pública inicial de ações]", disse Marco Rabello, diretor financeiro da OEC, com exclusividade ao Valor.

Do total do ajuste, R$ 4,6 bilhões são consequência direta dos atos de corrupção praticados e revelados pela Operação Lava-Jato. Dessa fatia, há R$ 3,2 bilhões em provisões para acordos de leniência fora do Brasil - os já fechados e os que ainda estão em negociação. No país, o montante inclui só a expectativa de acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O acerto com o Ministério Público Federal (MPF) não está nas contas, pois será pago pela controladora Odebrecht (ODB).

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Segundo Rabello, a OEC está em conversas com todos os 11 países em que admitiu o pagamento de US$ 439 milhões em propinas, na soma geral. As provisões terão efeito caixa, mas em pagamentos parcelados, com prazos longos.

As informações são do Valor.

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