Obras vão parar por falta de recursos, diz ministro dos Transportes

"Várias obras do país vão parar (...) Não posso esconder o que está acontecendo", disse Antonio Carlos Rodrigues, na Comissão de Infraestrutura do Senado; segundo o ministro, interrupção das obras ocorreu em meio ao impacto do ajuste fiscal e consequências da Operação Lava Jato; questionado por jornalistas ao deixar a comissão do Senado, Rodrigues acabou minimizando as declarações anteriores e negou que haja "paralisação" de obras; "Não tem obra parada nenhuma, vocês estão levando para outro lado", disse 

"Várias obras do país vão parar (...) Não posso esconder o que está acontecendo", disse Antonio Carlos Rodrigues, na Comissão de Infraestrutura do Senado; segundo o ministro, interrupção das obras ocorreu em meio ao impacto do ajuste fiscal e consequências da Operação Lava Jato; questionado por jornalistas ao deixar a comissão do Senado, Rodrigues acabou minimizando as declarações anteriores e negou que haja "paralisação" de obras; "Não tem obra parada nenhuma, vocês estão levando para outro lado", disse 
"Várias obras do país vão parar (...) Não posso esconder o que está acontecendo", disse Antonio Carlos Rodrigues, na Comissão de Infraestrutura do Senado; segundo o ministro, interrupção das obras ocorreu em meio ao impacto do ajuste fiscal e consequências da Operação Lava Jato; questionado por jornalistas ao deixar a comissão do Senado, Rodrigues acabou minimizando as declarações anteriores e negou que haja "paralisação" de obras; "Não tem obra parada nenhuma, vocês estão levando para outro lado", disse  (Foto: Gisele Federicce)


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BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério dos Transportes suspendeu obras no país e não tem previsão de retomá-las, afirmou nesta quarta-feira o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Segundo o ministro, que é primeiro suplente da senadora Marta Suplicy (sem partido-SP), a interrupção das obras ocorreu em meio ao impacto do ajuste fiscal sendo promovido pelo governo federal e consequências da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, em que várias empreiteiras já se viram obrigadas a entrar em recuperação judicial.

"Várias obras do país vão parar (...) Não posso esconder o que está acontecendo", disse o ministro a senadores que o convocaram para discutir o impacto do ajuste fiscal nos investimentos do Ministério dos Transportes.

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Rodrigues falou que até agora "não sabe quanto pode gastar" e que "a grande preocupação nossa hoje é ter recursos para manutenção (...) Eu nunca esperava chegar ao início de maio sem saber o que tenho de recursos".

Os comentários de Rodrigues no Senado ocorreram ao mesmo tempo em que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmava em audiência conjunta na Câmara dos Deputados que o ajuste fiscal posto em prática para organizar as contas públicas não prejudicará a economia.

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VEJA BEM

Questionado por jornalistas ao deixar a comissão do Senado, Rodrigues acabou minimizando as declarações anteriores e negou que haja "paralisação" de obras. "Não tem obra parada nenhuma, vocês estão levando para outro lado", disse ele a jornalistas.

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Aos senadores, o ministro afirmou ainda que vem sendo cobrado por empreiteiras sobre o pagamento de obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da estatal ferroviária Valec.

"Assusta receber um telefonema falando: 'Ou você me paga hoje --e eu não tenho-- ou vai parar a obra tal.' Os telefonemas que eu recebo e as visitas que eu estou recebendo nesse período de quatro meses é apenas reclamação por falta de dinheiro e a falta de estabilidade que estamos tendo", disse o ministro.

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Rodrigues afirmou que o orçamento que espera ter este ano é de 13,6 bilhões de reais; dos quais 5,8 bilhões irão para manutenção, 3,9 bilhões para construção, 2,2 bilhões para ferrovias. Em 2014, o orçamento do ministério foi de 18,8 bilhões de reais.

Ele afirmou a jornalistas que espera que o ministério receba recursos até o final de maio "e vamos dar continuidade em todas as obras, sim, só que eu vou ter obras prioritárias", explicou.

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Segundo Rodrigues, não haverá "atraso" nas obras, mas sim uma adequação de cronograma, a depender dos recursos que terá "na mão". O ministro aproveitou para informar que deve se reunir com toda a sua equipe para definir as obras prioritárias a serem sugeridas para compor um plano de investimentos em infraestrutura que a presidente Dilma Rousseff deve lançar nas próximas semanas.

(Por Leonardo Goy e Maria Carolina Marcello)

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