Obras de R$ 3 bi estão em risco por causa de recuperação judicial

Obras que somadas custam mais de R$ 3 bilhões estão paralisadas desde o ano passado, por conta do envolvimento das empreiteiras na Lava-Jato, que agora buscam recuperação judicial; são rodovias à espera de duplicação, obras de mobilidade urbana pela metade, além de lentidão na construção da maior fábrica de fertilizantes da América Latina, todas com suas construções interrompidas por causa de dificuldades financeiras de construtoras como Mendes Júnior, OAS e Galvão Engenharia

Obras que somadas custam mais de R$ 3 bilhões estão paralisadas desde o ano passado, por conta do envolvimento das empreiteiras na Lava-Jato, que agora buscam recuperação judicial; são rodovias à espera de duplicação, obras de mobilidade urbana pela metade, além de lentidão na construção da maior fábrica de fertilizantes da América Latina, todas com suas construções interrompidas por causa de dificuldades financeiras de construtoras como Mendes Júnior, OAS e Galvão Engenharia
Obras que somadas custam mais de R$ 3 bilhões estão paralisadas desde o ano passado, por conta do envolvimento das empreiteiras na Lava-Jato, que agora buscam recuperação judicial; são rodovias à espera de duplicação, obras de mobilidade urbana pela metade, além de lentidão na construção da maior fábrica de fertilizantes da América Latina, todas com suas construções interrompidas por causa de dificuldades financeiras de construtoras como Mendes Júnior, OAS e Galvão Engenharia (Foto: Valter Lima)


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247 - Obras que somadas custam mais de R$ 3 bilhões estão paralisadas desde o ano passado, por conta do envolvimento das empreiteiras na Lava-Jato, que agora buscam recuperação judicial. São rodovias à espera de duplicação, obras de mobilidade urbana pela metade, além de lentidão na construção da maior fábrica de fertilizantes da América Latina, todas com suas construções interrompidas por causa de dificuldades financeiras de construtoras como Mendes Júnior, OAS e Galvão Engenharia. Em alguns estados, essas obras estão paradas há mais de um ano e sem prazo para reinício.

Abaixo algumas das obras que estão paradas:

Em Recife, o corredor do BRT, projetado para a Copa do Mundo, opera hoje com 30% da sua capacidade porque 11 das 26 estações não foram concluídas. A Mendes Júnior abandonou a obra no fim de 2014, após ter recebido 80% do orçamento (R$ 136 milhões). Nos 12 quilômetros de linha, parte do que foi erguido está se deteriorando pelo tempo.

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Uma das obras de controle de enchentes na área do Maracanã — o desvio do Rio Joana até a Baía de Guanabara, que terá o maior túnel de drenagem de águas pluviais do país — ficará 25% mais cara depois que a Mendes Júnior largou os trabalhos em 2014. Inicialmente orçada em R$ 193 milhões, custará R$ 243 milhões com a contratação da Planova-Rual.

Moradores que compraram apartamento num condomínio construído pela OAS ao redor do estádio do Grêmio, em Porto Alegre, estão impedidos de pegar as chaves porque a empresa não terminou obras de urbanização no entorno. Estimadas em R$ 100 milhões, elas foram interrompidas em 2015 e não há sinal de retomada. A prefeitura de Porto Alegre tenta uma última negociação para evitar assumir o prejuízo.

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Também está na promessa a transformação da BR 153, entre Goiás e Tocantins, em uma rodovia moderna e segura, com pistas duplicadas e sinalizadas. Um ano e meio depois da concessão federal à Galvão Engenharia, nenhuma obra começou. Diversas obrigações contratuais, como entregar 60 km duplicados no primeiro ano, foram descumpridas. Depois de ameaças de rescisão do contrato e tentativa de repassar a concessão para um terceiro, uma nova proposta da empresa será analisada pelo Tribunal de Contas da União.

Na mesma época em que a assumiu a BR 153, a construtora foi retirada da obra da maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina, em Três Lagoas (MS). A Petrobras cancelou o contrato depois que a empreiteira atrasou pagamentos a funcionários e fornecedores.

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A maior obra viária de São Paulo, o trecho norte do Rodoanel, também tem sido afetada. A Mendes Júnior já interrompeu os trabalhos duas vezes desde o ano passado. A obra, que já era para estar pronta, foi adiada para 2017 e agora não sairá antes de março de 2018. Cerca de R$ 278,1 milhões foram gastos, e 38% da obra, executada.

Outra obra viária que vem sendo tocada na base do vaivém é a duplicação da BR 167 no Mato Grosso. A obra segue a passos lentos — 20 km duplicados em três anos — mas os pedágios já foram instalados. A Mendes Júnior abandonou o serviço e deixou a obra com as outras empresas do consórcio.

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