"O governo está aí para acabar com as empresas públicas", diz diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília
Em entrevista à TV 247, o bancário Ricardo Machado falou sobre as estratégias para evitar mais privatizações de estatais em 2020, em especial do Banco do Brasil. Assista
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247 - Em entrevista à TV 247, o bancário do Banco do Brasil, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro do PCO, Ricardo Machado, falou sobre as estratégias para evitar que o governo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes privatize mais estatais em 2020.
"Bolsonaro já anunciou a privatização de pelos menos 17 empresas que já estão engatilhadas para serem privatizadas. Paulo Guedes e Bolsonaro falaram que até o final deste ano de 2020 querem privatizar todas as empresas estatais. Se a gente ficar esperando para ver no que vai dar provavelmente virão as privatizações. Então precisamos nos antecipar, o governo está aí para acabar com as empresas públicas, acabar com a classe trabalhadora e com seus direitos", disse.
Ricardo pontuou que já existem iniciativas que lutam contra as privatiações propostas pelo atual governo. Porém, ele ressaltou que é preciso uma maior conscientização e mobilização da classe trabalhadora do país. "O pessoal dos sindicatos das empresas estatais fizeram um movimento pela Soberania Nacional, estão se organizando por meio de um comitê, mas achamos que esse comitê não deveria estar voltado apenas para fazer pressão dentro do Congresso Nacional, a gente acha que precisa partir para coisas mais práticas, você precisa estar na categoria, você precisa ter um coletivo, você precisa conscientizar os trabalhadores do que está sendo feito".
Como ponto essencial para a conscientização dos trabalhadores, Ricardo Machado afirmou que é necessário esclarecer ainda mais o que foi o golpe parlamentar de 2016, que tirou a ex-presidenta Dilma Rousseff do poder. "Eu acho que não está mais se falando sobre essa questão do golpe, sobre o Bolsonaro, que é fruto desse golpe de Estado. Estão abandonando a palavra de ordem, o 'Fora Bolsonaro”, que é de fundamental importância porque é uma palavra de ordem que está na cabeça do povo, tá na boca do povo e setores da esquerda estão se calando em relação a isso".
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