‘Nunca passou pela minha cabeça dar um golpe’, diz Abilio Diniz
Em entrevista à IstoÉ Dinheiro, empresário garante que transição do controle do grupo Pão de Açúcar para o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, será tranquila. "A minha fala será elegante e positiva", acrescenta
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247 – Prestes a assinar a transição do grupo Pão de Açúcar para o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, Abilio Diniz se disse tranquilo e muito bem para a IstoÉ Dinheiro. Leia:
O empresário Abilio Diniz disse à DINHEIRO que não haverá nenhuma surpresa na transição de controle do grupo Pão de Açúcar para o grupo francês Casino, do empresário franco-argelino Jean-Charles Naouri. A mudança acontece nesta sexta-feira, 22 de junho. “Já disse várias vezes: se assinei, vou cumprir.” Confira os principais trechos da entrevista feita por Ralphe Manzoni Jr .:
Como o sr. está se sentindo?
Estão dizendo que eu devia estar deprimido, mas sinceramente estou muito bem.
O senhor passará o controle para o Casino?
Esse ano tem sido muito difícil para mim, como você pode imaginar. Desde junho do ano passado, eu fui criticado e acusado. Poderia parecer natural que eu saísse atirando ou não passasse o controle. Mas nunca passou pela minha cabeça rasgar o contrato. Eu já disse várias vezes: se assinei, vou cumprir.
Por que havia rumores de que o senhor não estaria disposto a passar o controle?
Não sei. Os próprios empresários e pessoas do mercado financeiro diziam que o Abilio ia dar um golpe. Mas esse seria um exemplo de que o crime compensa. De novo: isso nunca passou pela minha cabeça. Eu só quis fazer um negócio (a fusão com o Carrefour). Como sempre falo para o meu time, seria um negócio que iria entrar para história.
Como será o dia de amanhã?
Vamos fazer a reunião do conselho da Wilkes (a holding que controla o Pão de Açúcar). Essa reunião é fechada. Depois teremos à tarde a reunião dos acionistas do Pão de Açúcar. Tudo isso será feito com a maior tranquilidade. A minha fala será elegante e positiva. Evidentemente não vou elogiar os outros. Mas vou falar do meu time que fez a companhia como ela é hoje.
O senhor citará a tentativa de fusão com o Carrefour no ano passado?
Não vou falar essa palavra. Seria uma deselegância com os novos conselheiros que estão entrando (Eleazar de Carvalho Filho, ex-Unibanco, UBS e BNDES, Luiz Augusto de Castro Neves,ex-embaixador, e Roberto Lima, ex-Vivo e Credicard). Não vou fazer nada que seja deselegante.
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