Novo chefe do Tesouro deve seguir austeridade de Guedes e manter teto de gastos apesar da pandemia

O novo secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, deve manter a política do antigo comandante do cargo, Mansueto Almeida, que pediu demissão após sofrer pressão para aumentar os gastos durante a pandemia de Covid-19

Bruno Funchal
Bruno Funchal (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)


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247 - Bruno Funchal assume nesta semana a chefia do Tesouro Nacional, após a demissão no mês passado de Mansueto Almeida. Funchal deve retomar a linha de austeridade proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, acabando com a política de relativo aumento de gastos causada pela pandemia do novo coronavírus, de acordo com matéria do jornal O Estado de S. Paulo.

Desta forma, a ideia é retomar a política iniciada pelo governo Michel Temer - e aprofundada por Jair Bolsonaro - após a aprovação da PEC do teto de gastos, que congela as despesas de um ano para outro acima da inflação. A PEC do teto de gastos foi uma das primeiras medidas realizadas por Temer após a derrubada ilegítima de Dilma Rousseff.

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Mansueto pediu demissão após a pressão de aumentar os gastos do Estado durante a pandemia da Covid-19. Guedes, porém, parece se manter firme na política de contenção de gastos. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, “a orientação de Guedes é segurar o avanço e mostrar que a saída do atual secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, não será um divisor de águas para mudanças nas regras fiscais e da política econômica”.

O artigo ainda afirma que “a aposta do ministro é que um secretário de ‘fácil diálogo’ pode ajudar na relação com os parlamentares” e informa que Funchal “é muito próximo a Esteves Colnago, que comanda a área que faz essa ponte com o Congresso”.

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