Nova acusação prorroga prisão do empresário brasileiro Carlos Ghosn

Procuradores japoneses apresentaram um novo pedido de prisão para o ex-presidente do conselho de administração da Nissan, nesta sexta-feira, por suspeita de ter empurrado para a empresa um prejuízo de 16,6 milhões de dólares em investimentos particulares, minimizando as chances de o executivo ser solto sob pagamento de fiança

Nova acusação prorroga prisão do empresário brasileiro Carlos Ghosn
Nova acusação prorroga prisão do empresário brasileiro Carlos Ghosn (Foto: REUTERS/Regis Duvignau)


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Por Kiyoshi Takenaka, de Tóquio (Reuters) - Procuradores japoneses apresentaram um novo pedido de prisão para o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn, nesta sexta-feira, por suspeita de ter empurrado para a Nissan um prejuízo de 16,6 milhões de dólares em investimentos particulares, minimizando as chances de o executivo ser solto sob pagamento de fiança.

Os procuradores também fizeram buscas na residência de Ghosn em Tóquio nesta sexta-feira, de acordo com a emissora TV Asahi.

O novo acontecimento em uma saga que abalou a indústria automobilística global, em especial a aliança da Nissan com a francesa Renault, ocorre um dia após um tribunal de Tóquio ter rejeitado um pedido dos procuradores para renovar a prisão de Ghosn.

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A decisão do tribunal havia aberto a possibilidade de o empresário ser solto nesta sexta-feira sob pagamento de fiança, mas a nova ordem de prisão significa que ele deve permanecer detido em Tóquio por pelo menos mais 10 dias.

Ghosn está preso desde o mês passado, inicialmente por suspeita de fraude fiscal.

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O advogado do executivo, Motonari Otsuru, não estava disponível para comentar a decisão desta sexta-feira.

Segundo a emissora pública japonesa NHK, o ex-chefe da Nissan prometeu restaurar seu nome no tribunal após um mês na detenção.

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"As coisas como estão são absolutamente inaceitáveis", teria dito Ghosn ao seu advogado. "Eu quero ter minha posição ouvida e restaurar minha honra no tribunal."

Foi o primeiro comentário de Ghosn desde sua prisão em 19 de novembro por supostamente omitir cerca de metade de seu rendimento em um período de cinco anos a partir de 2010. Ele foi posteriormente acusado por supostamente cometer o mesmo crime nos últimos três anos.

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Reportagem de Kiyoshi Takenaka, Ritsuko Ando, Tim Kelly, Linda Sieg e Malcolm Foster; Reportagem adicional de Gilles Guillaume em Paris

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