No Castelo de Hamlet, bancos europeus debatem 'ter ou não ter'

Em clima de incerteza, banqueiros compartilham visão do Banco Central Europeu de que Espanha precisa pedir ajuda para suas instituições. Francisco Gonzalez, presidente do BBVA, se ofende contra o que chamou de "confusão total" sobre seu país; ser ou não ser de novo é a questão

No Castelo de Hamlet, bancos europeus debatem 'ter ou não ter'
No Castelo de Hamlet, bancos europeus debatem 'ter ou não ter' (Foto: Divulgação)


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247 com agências internacionais – Em um clima melancólico, típico do personagem de William Shakespeare, os principais banqueiros do mundo estão reunidos no castelo de Kronborg, conhecido como o "Castelo de Hamlet", nas proximidades de Copenhague.

A principal preocupação é a incerteza sobre o destino da Grécia, da Espanha e da zona do euro.

Na manhã de hoje, o austríaco Ewald Nowotny, membro do Conselho do Banco Central Europeu afirmou que a instituição tem meios para reduzir as suas taxas de juros e injetar liquidez se a situação na área do euro continuar a se agravar. O BCE manteve as suas taxas de juro inalteradas esta semana, mas os economistas esperaram uma redução se a economia não se relançar nos próximos meses.

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Ewald Nowotny também estimou que seria melhor se a Espanha pedisse o mais rapidamente possível ajuda para seus bancos e que a zona do euro pudesse formar uma união bancária - o que incluiria um governo unificado, um fundo de resgate para os bancos e garantias comuns para depósitos - mesmo que Londres, o centro financeiro da União Europeia, ficasse de fora. A visão é compartilhada pelo chairman do HSBC, Douglas Flint.

Segundo informações do Valor, único grande banqueiro espanhol no encontro no Castelo de Hamlet, Francisco Gonzalez, presidente do BBVA usou um tom quase ofendido, para reagir ao que chamou de "confusão total" sobre a Espanha. Reclamou da comparação com a Irlanda e prometeu que em breve o sistema bancário será inteiramente novo.

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Ontem, a agência de classificação de riscos Fitch rebaixou a nota da dívida da Espanha em três níveis, de "AA-" para "BBB". De acordo com a agência, os bancos podem precisar de € 50 bilhões a € 60 bilhões, em um cenário base, ou até € 100 bilhões em uma situação mais crítica.

Não está descartada uma nova revisão da classificação da Espanha.

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Instantes antes do anúncio, o primeiro-ministro do País, Mariano Rajoy, disse ter conversado com colegas da União Europeia e que, uma vez que tiver estimativas de consultores internacionais, o governo vai encontrar "a fórmula para o financiamento da capitalização do setor bancário."

Por sua vez, o ex-ministro grego Lucas Papademos voltou a reafirmar que Grécia sair do euro será uma catástrofe. A perda de depósitos alcançou € 80 bilhões em dois anos, o que representaria 25% do total, segundo o Valor.

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A exposição dos bancos europeus nos cinco países mais problemáticos - Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha - chega a € 1,5 trilhão.

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