“Não vim para cuidar de privatização da Petrobras”
"Esse tema de privatização não se coloca para nós, essa é uma decisão de acionista controlador, eu não vejo essa discussão acontecendo no governo, e não foi parte da conversa do presidente (interino Michel) Temer comigo", afirmou o novo presidente da estatal, em entrevista à rádio Gaúcha nesta sexta-feira; segundo ele, a empresa vai priorizar a atração de sócios para se capitalizar e tocar subsidiárias e projetos, ao invés de buscar somente a venda de ativos
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Reuters - A Petrobras vai priorizar a atração de sócios para se capitalizar e tocar subsidiárias e projetos, ao invés de buscar somente a venda de ativos para resolver problemas financeiros, afirmou na manhã desta sexta-feira o novo presidente da petroleira estatal, Pedro Parente, em entrevista ao vivo à Rádio Gaúcha.
Empossado nesta semana, o executivo voltou a afirmar que a empresa terá que buscar meios próprios para sair da atual crise financeira e solucionar sua dívida, e que não irá buscar aportes do Tesouro Nacional.
"Se a gente puder priorizar as parcerias é onde pensamos em ir neste momento de chegada, tem muito ainda para estudar", afirmou o executivo, em uma entrevista descontraída na rádio, onde falou com tranquilidade por mais de 15 minutos.
Em sua fala, Parente reforçou a posição de empresa de economia mista da Petrobras e descartou completamente a possibilidade de uma privatização, cujo tema sem sido levantado com frequência por sindicatos de petroleiros da Petrobras.
Isso porque Parente trabalhou no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando houve privatizações, como a da mineradora Vale.
"Esse tema de privatização não se coloca para nós, essa é uma decisão de acionista controlador, eu não vejo essa discussão acontecendo no governo, e não foi parte da conversa do presidente (interino Michel) Temer comigo", afirmou.
O novo presidente destacou ainda que seu foco está em contribuir com a melhoria da governança corporativa da empresa, frisando isso principalmente por ela ser de economia mista.
"Nós temos que lembrar que o principal acionista não é o governo federal, é a sociedade brasileira. Nós somos proprietários", destacou o executivo, que tem repetido que só aceitou o desafio de presidir a empresa depois que Temer prometeu a ele que teria autonomia para tomar decisões.
O executivo também mostrou preocupação com a necessidade de apresentar como a empresa será no futuro, uma vez que está passando por uma grande reestruturação e por desinvestimentos.
(Por Marta Nogueira)
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