Na reabertura do mercado após surto do coronavírus, China injetará US$ 174 bilhões nesta segunda-feira

Autoridades chinesas prometeram usar várias ferramentas de política monetária para garantir liquidez no mercado e apoiar empresas afetadas pela epidemia, que já causou 305 mortes, 304 delas na China

(Foto: Reuters)


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Por Cheng Leng e Brenda Goh

XANGAI (Reuters) - O Banco Central da China afirmou que vai injetar na segunda-feira 1,2 trilhão de iuans (174 bilhões de dólares) de liquidez nos mercados em forma de operações de recompra (repos) reversa. O dia marcará a reabertura do mercado em meio a uma epidemia do novo coronavírus que já pressionou as principais bolsas de valores do mundo nas semanas anteriores.

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Autoridades chinesas prometeram usar várias ferramentas de política monetária para garantir liquidez no mercado e apoiar empresas afetadas pela epidemia, que já causou 305 mortes, 304 delas na China.

O Banco do Povo da China anunciou as medidas em comunicado emitido neste domingo, acrescentando que a liquidez total do sistema bancário será 900 bilhões de iuans maior do que no mesmo período de 2019.

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De acordo com cálculos da Reuters, baseados nos dados oficiais do banco central, 1,05 trilhão de iuans em repos reversos devem vencer na segunda-feira, o que significa que a injeção real será de 150 bilhões de iuans.

Investidores esperam um dia muito volátil nos mercados chineses quando os mercados reabrirem na segunda-feira, depois de uma pausa pelo Ano Novo Lunar, que acabou estendida pelo governo em função da epidemia. Os mercados de ações, moedas e títulos da dívida estão fechados na China desde 23 de janeiro e deveriam ter sido reabertos na sexta-feira passada.

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Mas a reabertura não será mais adiada, de acordo com o regulador do mercado de seguridades, em entrevista ao jornal People’s Daily.

O órgão fiscalizador dos mercados financeiros da China, CSRC, informou que tomou a decisão após avaliar diversos fatores e acredita que o impacto da epidemia no mercado será de curto prazo.

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Para apoiar empresas afetadas pela epidemia, a CSRC afirmou que companhias com contratos na bolsa poderão pedir prorrogações e que solicitará aos investidores para estender as datas de vencimento.

A comissão também considera lançar ferramentas de hedging para o mercado “A-Share” para ajudar a aliviar o pânico, e suspenderá sessões da noite de trading futuro na segunda-feira.

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   “Acreditamos que a introdução e implementação sucessiva de políticas vai melhorar as expectativas do mercado e evitar comportamentos irracionais”, disse a comissão ao jornal.

   A China está enfrentando um crescente isolamento, com outros países implementando proibição de viagens, companhias aéreas suspendendo voos e governos retirando seus cidadãos, o que se configura em um alto risco de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

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   A agência de notícias estatal Xinhua informou neste domingo que a economia da China é resistente para conter o choque causado pelo vírus, e afirmou que comentários feitos por uma autoridade federal norte-americana de que o vírus poderia levar os empregos de volta aos Estados Unidos eram “egoístas, antiprofissionais e antiéticos”.

   O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, afirmou na semana passada que o vírus pode forçar as empresas a reavaliar suas cadeias de suprimentos, potencialmente retornando alguns empregos para os EUA.

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   “Os comentários só servem para manchar a imagem dos EUA como um player global”, informou a Xinhua. “Uma epidemia de uma doença como essa não pode servir de base para multinacionais que fazem investimentos sérios e de longo prazo na China. Se a economia chinesa desacelerar dramaticamente, a economia dos EUA também sofrerá.”    (Reportagem adicional de Samuel Shen e Winni Zhou em Xangai)

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