Na crise energética, termelétricas são investigadas por suposto cartel
O Cade notificou mais de 45 empresas do setor pedindo informações sobre custos da geração de energia elétrica nos últimos três anos. Também foram solicitados, por exemplo, preços cobrados das distribuidoras
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247 - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está investigando a suposta formação de cartel por empresas termelétricas com o objetivo de ditar valores cobrados pela energia. Com a crise nos reservatórios das usinas hidrelétricas, as termelétricas estão suprindo o fornecimento para evitar um apagão. O processo foi aberto nesta quarta-feira (1º) por Felipe Roquete é um dos coordenadores-gerais da Superintendência-Geral do Cade.
Segundo reportagem de Guilherme Pimenta, no portal Jota, o Cade notificou mais de 45 empresas do setor pedindo informações sobre custos, em reais por megawatt-hora (R$/MWh), da geração de energia elétrica nos últimos três anos. Também foram solicitados preços cobrados das distribuidoras e cópia dos acordos firmados com clientes (comercializadora ou distribuidora) para a venda da energia, além de outros questionamentos.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi definido um novo valor para a tarifa extra de energia elétrica. Na última quarta-feira (1º), a bandeira vermelha passou para R$ 14,20 a cada 100KWh, ante os atuais R$ 9,49, alta de 49,6%. Por consequência, a conta de luz ficou 6,78% mais cara, em média. A vigência da nova tarifa vai até abril de 2022.
O tarifaço deve jogar a inflação para 8,2% este ano, de acordo com o economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
A inflação pode chegar a 7,7% em 2021 por causa do aumento da conta de luz, conforme projeção da XP Investimentos.
O centro da meta de inflação, em 2020, foi de 3,75%.
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