MP do Chile apura doações da OAS a presidenciáveis em 2013
Procuradores chilenos estão aprofundando as investigações no país sobre o suposto repasse de dinheiro da empreiteira brasileira OAS, via caixa 2, para a campanha presidencial de Marco Enríquez-Ominami, candidato derrotado pela presidente chilena Michelle Bachelet em 2013; as autoridades também apuram se a empresa investiu na campanha de Bachelet; no Chile, é proibido que candidatos recebam doações de empresas estrangeiras; o assunto faz parte da proposta de delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, na Lava Jato
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247 - O Ministério Público do Chile aprofundou as investigações no país sobre o suposto repasse de dinheiro da empreiteira brasileira OAS, via caixa 2, para a campanha presidencial de Marco Enríquez-Ominami, candidato derrotado pela presidente chilena Michelle Bachelet em 2013.
As autoridades também apuram se a empresa investiu na campanha de Bachelet. No Chile, é proibido que candidatos recebam doações de empresas estrangeiras.
As informações são de reportagem de Bela Megale, Letícia Casado e Flavio Ferreira na Folha de S.Paulo.
"O assunto faz parte da proposta de delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, na Lava Jato. Ele se propôs a relatar informações sobre a participação da empresa na campanha do Chile em 2013. Há mais de um ano Léo Pinheiro negocia um acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Autoridades brasileiras disseram aos colegas chilenos que o acordo está próximo de ser fechado, segundo relatos ouvidos pela Folha.
Nas últimas semanas, a procuradora chilena Ximena Chong, responsável pelo caso no país, esteve no Brasil para interrogar três executivos que trabalharam na OAS, além de Léo Pinheiro, que está preso em Curitiba.
O procedimento de cooperação internacional com o Brasil, administrativo, tem como foco Enríquez-Ominami. Chong, porém, aproveitou a oportunidade para fazer perguntas sobre Bachelet.
Entre as pessoas procuradas pela investigadora estão Augusto César Ferreira Uzeda, responsável pela área internacional da OAS em 2013, e Augusto César de Souza Fonseca, então diretor de Operações para o Cone Sul. Ambos estão afastados por causa da Lava Jato."
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