MP de Contas pede suspensão de reajuste que infla em até 73% o salário de militares

“É flagrante e inapelavelmente ilegal”, diz o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado

(Foto: RICARDO MORAES/REUTERS)


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247 - O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, ingressou com uma representação pedindo a suspensão do aumento de até R$ 1,6 mil na remuneração dos militares. Para Furtado, o reajuste concedido por Jair Bolsonaro é “ilegal”. 

Legislação aprovada em maio veta aumentos para o funcionalismo público até 2021 devido aos gastos com o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. “É flagrante e inapelavelmente ilegal”, diz Furtado na representação. 

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O reajuste concedido pelo governo Jair Bolsonaro aos militares começa  a valer a partir desta quarta-feira (1) e deverá resultar em um impacto financeiro de R$ 1,3 bilhão somente neste exercício. 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o reajuste trata do chamado “adicional de habilitação”, que foi aprovado na reforma dos militares, sancionada por Bolsonaro no ano passado.  O adicional é pago para os militares que concluem cursos durante a progressão na carreira e incide diretamente sobre o salário, o que, na prática, cria um adicional permanente. 

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Ainda segundo a reportagem, o subprocurador-geral pede que o governo seja obrigado a se abster de pagar o reajuste até que o plenário do TCU se manifeste sobre o assunto ou enquanto durar a pandemia.

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