Moreira e Padilha disputam R$ 300 mi da publicidade
A fritura do secretário de Comunicação Marcio Freitas, que recebeu ilegalmente R$ 240 mil no mesmo período em que já era assessor de imprensa de Michel Temer, tem como pano de fundo a disputa entre dois nomes fortes do governo provisório, Eliseu Padilha e Moreira Franco, pelo controle da publicidade oficial; enquanto Moreira quer nomear um secretário de Comunicação da sua mais estrita confiança, Padilha já indicou publicitários para tocar os gastos com a propaganda oficial; além disso, em setembro será feita a licitação das novas três agências da Secom, num contrato superior a R$ 300 milhões
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247 – A fritura de Marcio Freitas, atual secretário de Comunicação do governo interino, que deverá ser afastado por ter recebido ilegalmente R$ 240 mil por meio se sua empresa quando já era assessor de imprensa de Michel Temer (saiba mais aqui), deve abrir uma guerra entre dois aliados de Michel Temer pelo controle da publicidade oficial. São eles Moreira Franco e Eliseu Padilha.
Aparentemente, o responsável pelo fogo amigo contra Freitas foi Moreira Franco, assessor de Temer, que presidiu a Fundação Ulysses Guimarães e tinha pleno conhecimento da dupla militância do atual secretário de Comunicação, como empresário e servidor público ao mesmo tempo. Moreira estaria interessado em nomear uma pessoa de sua confiança, com maior reconhecimento no mercado, podendo até dar novamente status de ministério à Secom.
Com isso, as verbas de publicidade voltariam da Casa Civil para a Secretaria. Na reforma administrativa de Temer, o controle da publicidade passou para Eliseu Padilha, que já contratou publicitários para fazer os novos planos de mídia do governo federal e das estatais e também para cuidar daquela que será uma das maiores licitações de 2016: a da publicidade da própria Secom.
Em setembro, deve ser licitado o contrato das três agências que atendem a secretaria e realizam todas as campanhas do governo federal. Hoje, as agências contratadas são a Leo Burnett, a Propeg e a Nova S/B. Tanto Moreira quanto Padilha querem influir no processo de escolha das próximas agências.
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