Moody's mantém avaliação sobre Brasil e emergentes

A agência de classificação de risco não alterou a análise de fundamentos sobre países como Brasil, Turquia, África do Sul, Índia e Indonésia, apesar da volatilidade que vem assombrado esses mercados, disse o principal analista soberano da agência de classificação de risco, Bart Oosterveld

Moody's mantém avaliação sobre Brasil e emergentes
Moody's mantém avaliação sobre Brasil e emergentes (Foto: MIKE SEGAR)


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Por Marc Jones

LONDRES, 17 Mar (Reuters) - A Moody's não alterou a análise de fundamentos sobre países como Brasil, Turquia, África do Sul, Índia e Indonésia, apesar da volatilidade que vem assombrado esses mercados, disse o principal analista soberano da agência de classificação de risco, Bart Oosterveld.

Contudo, Oosterveld afirmou, em entrevista à Reuters, que a Ucrânia e a Rússia são casos especiais. No domingo, a população da Crimeia aprovou com ampla maioria a anexação da região do sul da Ucrânia à Rússia, em referendo classificado como ilegal por Kiev e pelo Ocidente.

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A intensidade e a duração de quaisquer sanções ocidentais à Crimeia será importante fator para decidir a postura da agência sobre a Rússia, disse Oosterveld.

O Ocidente impôs sanções nesta segunda-feira, incluindo o congelamento de ativos e proibições de viagem de autoridades da Rússia e da Ucrânia. Mais medidas podem ser adotadas nos próximos dias caso a Rússia decida anexar formalmente a Crimeia.

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Oosterveld afirmou que o rating "Baa1" e a perspectiva estável são motivados pela resiliência do balanço patrimonial do governo. "Sanções poderiam afetar a economia e o comércio russos se forem severas e duradouras o suficiente... mas também há países que seriam afetados no outro lado dessa equação", disse.

Ele referia-se a economias como a Alemanha, que compra boa parte de seu gás natural da Rússia. Países do leste europeu também poderiam sofrer se os benefícios econômicos das ligações com o país forem atingidos por sanções.

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Segundo o analista, a Moody's acredita ainda que diminuiu a probabilidade de as economias mais fortes da zona do euro tenham de resgatar outros países mais fracos.

A Moody's tem sido a agência de classificação de risco mais pessimista sobre a zona do euro. Mas essa postura está mudando.

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"A Moody's tem um quadro muito diferente da zona do euro em comparação com alguns anos trás", afirmou Oosterveld. "Para países centrais, como Alemanha e Países Baixos, chegamos à conclusão de que o risco de um novo resgate foi reduzido".

A estabilização do bloco também beneficiou os países mais pressionados por dívida. A Irlanda recuperou o status de "grau de investimento" em janeiro e o rating da Espanha foi elevado em um grau no mês passado. Ambos têm perspectiva positiva.

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Mas a Moody's ainda atribui ratings mais baixos do que as duas outras grandes agências, Standard & Poor's e Fitch, para a maioria dos países da periferia da zona do euro. E com alto desemprego e fardos de dívida ainda grandes, Oosterveld disse que pode demorar anos para que os ratings na região voltarem aos níveis pré-crise.

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