Moody’s rebaixa 15 maiores bancos globais
Citigroup, Deutsche Bank, Crédit Suisse e Morgan Stanley fazem parte da lista. Decisão deve levar ainda mais nervosismo aos mercados
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247 – O clima pessimista no mercado financeiro deve se agravar hoje. Na noite de ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investor Service rebaixou a nota de 15 grandes instituições financeiras globais, incluindo Citigroup, Deutsche Bank e Morgan Stanley. Leia na matéria do Globo:
NOVA YORK — A agência de classificação de risco Moody’s Investor Service rebaixou na quinta-feira a nota de 15 grandes instituições financeiras globais, incluindo Citigroup, Deutsche Bank e Morgan Stanley. Anunciada no início da noite, após o fechamento das bolsas americanas, essa decisão deve levar ainda mais nervosismo aos mercados. Citi e Bank of America estão agora a apenas dois níveis de junk (alto risco).
“Todos os bancos afetados pela ação têm exposição significativa à volatilidade e ao risco de fortes perdas inerentes às atividades do mercado de capitais”, afirmou em nota o diretor-gerente de Bancos Globais da Moody’s, Greg Bauer.
As notas desses bancos estavam em revisão desde 15 de fevereiro. O maior corte foi o do Crédit Suisse, rebaixado em três níveis, de “Aa1” para “A1”, com perspectiva estável. Ao comentar a decisão, a Moody’s ressaltou, porém, que, apesar da exposição do banco à crise financeira global, pesam a seu favor um sólido fluxo de recursos da unidade de grandes fortunas e o fato de a Suíça ser considerada um porto seguro por investidores.
Esses rebaixamentos, ressaltou a Bloomberg News, devem elevar os custos de financiamento desses bancos no mercado.
A agência classificou os cortes em três grupos. O primeiro, com HSBC, Royal Bank of Canada e JPMorgan Chase, apresenta riscos significativos, mas tem um forte colchão para absorver choques. A nota de longo prazo dos três ficou em “Aa3”.
O segundo grupo — Barclays, BNP Paribas, Crédit Agricole, Crédit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, Société Générale e UBS — tem forte dependência dos mercados de capitais, o que o torna mais suscetível à volatilidade. As notas desses bancos ficaram entre “A1” e “A2”.
As piores notas estão no terceiro grupo: Bank of America, Citigroup, Morgan Stanley e Royal Bank of Scotland. Os ratings de depósitos a longo prazo ficaram em “A3”, e os de dívida a longo prazo, em “Baa1” e “Baa2”. A Moody’s citou “problemas no gerenciamento de riscos” e “histórico de elevada volatilidade”.
Os papéis dos bancos, que caíram até 3,9% em meio aos rumores do rebaixamento, avançaram no pregão eletrônico, após o fechamento dos mercados. A maior alta, de 3,3%, foi do Morgan Stanley, que esperava ser rebaixado em três níveis e o foi em apenas dois.
Citi, Morgan Stanley e Goldman Sachs afirmaram discordar da ação da Moody’s. O diretor financeiro do UBS, Tom Naratil, disse à Bloomberg que a classificação do banco é “completamente inconsistente” com sua posição financeira.
Os rebaixamentos desta quinta-feira concluem a revisão iniciada pela agência em meados de fevereiro, quando a Moody's anunciou que havia colocado em revisão e poderia rebaixar o rating (nota) de 17 bancos globais e 114 instituições financeiras europeias. Na ocasião, a agência explicou a ação, em um comunicado: “Empresas do mercado de capitais estão enfrentando desafios crescentes, como condições de financiamento mais frágeis, spreads mais elevados para obter crédito, alta de encargos regulatórios e condições de operação mais difíceis”.
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