Montadoras preveem maior queda na produção desde 1998

Previsão para produção passou de alta de 1,4% esse ano para queda de 10%, a 3,339 milhões de veículos, no que seria a maior redução na produção em 16 anos no Brasil; segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, "não é um bom número, mas temos todas as indicações de que teremos uma variação positiva em todos os fatores de nossas previsões"

Previsão para produção passou de alta de 1,4% esse ano para queda de 10%, a 3,339 milhões de veículos, no que seria a maior redução na produção em 16 anos no Brasil; segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, "não é um bom número, mas temos todas as indicações de que teremos uma variação positiva em todos os fatores de nossas previsões"
Previsão para produção passou de alta de 1,4% esse ano para queda de 10%, a 3,339 milhões de veículos, no que seria a maior redução na produção em 16 anos no Brasil; segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, "não é um bom número, mas temos todas as indicações de que teremos uma variação positiva em todos os fatores de nossas previsões" (Foto: Gisele Federicce)


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SÃO PAULO, 7 Jul (Reuters) - A indústria brasileira de veículos reduziu suas projeções para o ano nesta segunda-feira, com piora nas expectativas de produção, vendas e exportações, segundo dados informados pela associação que representa o setor, Anfavea.

A previsão para produção passou de alta de 1,4 por cento em 2014 para queda de 10 por cento, a 3,339 milhões de veículos, no que seria a maior redução na produção desde 1998.

Já a expectativa para as vendas foi revista de alta de 1,1 por cento para queda de 5,4 por cento, a 3,564 milhões de unidades, que se confirmada marcará o segundo ano consecutivo de recuo nos licenciamentos de veículos no país após nove anos de crescimento ininterrupto.

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As previsões poderiam ser ainda piores não fosse a expectativa da Anfavea de melhora dos licenciamentos na segunda metade do ano sobre a primeira. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a produção de veículos no segundo semestre deve somar 1,773 milhão de unidades, alta de 13,2 por cento sobre o primeiro semestre.

"Não é um bom número, mas temos todas as indicações de que teremos uma variação positiva em todos os fatores de nossas previsões. No segundo semestre, teremos 127 dias úteis, portanto, em termos de dias de vendas, nós já temos 7 por cento de potencial melhoria em relação ao primeiro semestre", disse Moan, em entrevista a jornalistas. De janeiro a junho, houve 119 dias úteis.

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A produção brasileira de veículos em junho caiu 23,3 por cento sobre maio, encerrando o primeiro semestre com queda anual de 16,8 por cento. A produção de junho somou 263,6 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, acumulando na primeira metade do ano 1,66 milhão de veículos montados.

A queda aconteceu com um forte recuo nas vendas no mercado interno e nas exportações, diante da fraqueza da economia brasileira no período e de dificuldades nas vendas para a Argentina, principal destino das vendas externas do setor.

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Os problemas motivaram o governo federal a prorrogar até o final do ano a validade de alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que deveriam ter subido a patamares normais a partir deste mês.

Os licenciamentos de veículos em junho caíram 10,2 por cento sobre maio, para 263,6 mil unidades. Na comparação anual, houve recuo de 17,3 por cento.

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"Neste primeiro semestre, tivemos 119 dias úteis ante 122 dias no primeiro semestre de 2013. Em junho, houve apenas 18 dias úteis de vendas ante 21 dias em maio. Além disso, não podemos esquecer que tivemos uma alavancagem de vendas em junho do ano passado", disse Moan. "O crédito continua ainda bastante seletivo", acrescentou.

As exportações de junho, incluindo máquinas agrícolas, caíram 23,7 por cento em junho ante maio e recuaram 39,4 por cento sobre junho de 2013, para 850 milhões de dólares. No acumulado do semestre, as vendas externas somam 6,01 bilhões de dólares, queda de 23,1 por cento sobre a primeira metade do ano passado.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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