Mobius descarta crise dos emergentes
No comando da divisão de mercados emergentes da gestora americana Franklin Templeton, Mark Mobius diz que bloco apenas vive "choque", de curto prazo; ele justifica dizendo que o crescimento médio dos mercados emergentes neste ano vai ser de mais de 5%, comparado com cerca de 1,5% dos mercados desenvolvidos; além disso, as reservas são muito maiores; e para concluir, o nível de dívida dos emergentes é muito menor em relação ao Produto Interno Bruto
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247 – Considerado o "guru dos emergentes", Mark Mobius, diretor da divisão de mercados emergentes da gestora americana Franklin Templeton, descarta a possibilidade de crise no bloco: "Isso é um choque de curta duração".
Em entrevista ao Valor, ele justifica aposta: "Em primeiro lugar, o crescimento médio dos mercados emergentes neste ano vai ser de mais de 5%, comparado com cerca de 1,5% dos mercados desenvolvidos. Em segundo, as reservas estrangeiras cresceram substancialmente e são muito maiores do que as de países desenvolvidos. E, terceiro, o nível de dívida dos emergentes é muito menor em relação ao Produto Interno Bruto."
Quanto ao Brasil, diz que país tem reservas e, como a moeda se desvalorizou, as exportações vão melhorar. "Não acredito que o país deveria ser incluído nos Cinco Frágeis [grupo formado por Brasil, Indonésia, Índia, África do Sul e Turquia, segundo o Morgan Stanley ]. Apesar de o Brasil depender de fluxo estrangeiro, não é tanto quanto a Turquia nem tanto quanto Indonésia. O problema é completamente diferente aqui. O Brasil é uma grande economia, diversificada, com exportação e consumo fortes. O problema somente são as políticas do governo" (leia na íntegra).
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