Miriam Leitão: queda do Petróleo afetará Petrobras e arrecadação do governo
"Se a Petrobras seguir a paridade internacional, terá que reduzir bruscamente o preço da gasolina e do diesel, e isso pode leva-la a ter enorme prejuízo, porque os seus custos de produção podem ser mais elevados", indica a jornalista Miriam Leitão
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247 - A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna no jornal O Globo, afirma que "os preços do petróleo estão desabando no mercado internacional após o racha na Opep que levou a Arábia Saudita a anunciar um aumento de produção neste fim de semana. Para se ter uma ideia do tamanho da queda nos preços, as cotações na abertura do mercado na Ásia voltaram a 1991, quando teve início a Guerra do Golfo".
"Olhando para o Brasil, a redução dos preços colocará o governo Bolsonaro em um dilema, segundo o consultor Adriano Pires, do CBIE. Se a Petrobras seguir a paridade internacional, terá que reduzir bruscamente o preço da gasolina e do diesel, e isso pode leva-la a ter enorme prejuízo, porque os seus custos de produção podem ser mais elevados. Isso também inviabilizará o setor de etanol, que não teria condições de competir, e a arrecadação do governo", acrescenta ela.
"- É uma situação completamente anormal e eu acho que o governo terá que elevar a Cide para regular a demanda no setor. Seria bom para a União, os estados e os municípios, em termos de receita. O consumidor pode até reclamar, mas e se a Petrobras ficar inviabilizada? E se o setor de etanol quebrar? É muito pior – defende".
"Segundo Pires, tudo vai depender da duração desse “choque às avessas” no mercado. Após se desentender com a Rússia, a Arábia Saudita anunciou que venderá petróleo com desconto em todo o mundo. De um lado, o setor passou a ter excesso de oferta de petróleo globalmente, e, de outro, queda da demanda, pelo coronavírus".
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