Miriam Leitão: BC reforça tom mais duro e diz que pode subir juros perto da eleição
“O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou o tom mais duro no combate à inflação. O recado é que a piora do quadro fiscal pode provocar uma elevação nos juros neutros da economia, informa a jornalista Miriam Leitão
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247 - “O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou o tom mais duro no combate à inflação em evento organizado pelo banco suíço UBS nesta quarta-feira. Segundo um economista que acompanhou atentamente as palavras de Campos Neto, o recado é que a piora do quadro fiscal pode provocar uma elevação nos juros neutros da economia. Isso quer dizer que o ciclo de alta na Selic também poderá ser mais alto do que o previsto pelo mercado”, informa a jornalista Miriam Leitão em sua coluna no jornal O Globo.
Ela relata que, “perguntado se o BC brasileiro seguiria a postura do Fed, que não mexe nas taxas de juros nos meses anteriores à eleição, Campos Neto disse que não há essa restrição por aqui e lembrou que o Congresso aprovou o projeto que dá autonomia ao Banco Central. Segundo ele, o BC brasileiro ‘fará o que for preciso’ para que a inflação de 2022 fique na meta de 3,5%”.
“O presidente do BC brasileiro também disse que uma recuperação mais forte da economia brasileira não necessariamente provocaria aumento nas taxas de juros. Isso dependeria da "composição" do PIB. A grande preocupação do banco, para o ano que vem, é o aumento da inflação do setor de serviços, que está voltando a subir com o relaxamento das medidas de isolamento social”, escreve Miriam.
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