Ministério da Economia piora a projeção da inflação para 2021 e 2022

Para a inflação medida pelo IPCA, a estimativa do Ministério da Economia subiu para 7,9% em 2021, de 5,9% antes, e 3,75% em 2022, contra 3,5% no boletim anterior, publicado em julho

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)


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BRASÍLIA (Reuters) - A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia piorou nesta quinta-feira suas projeções oficiais para a inflação neste ano e no próximo, ao mesmo tempo em que manteve sua estimativa para o crescimento da economia nos dois exercícios, marcando uma posição mais otimista para a atividade do que a adotada pelo mercado.

A perspectiva de alta no Produto Interno Bruto segue sendo de 5,3% este ano e de 2,5% no ano que vem. Economistas consultados pelo Banco Central no mais recente boletim Focus veem expansão de 5,04% e 1,72%, respectivamente.

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Para a inflação medida pelo IPCA, a estimativa do Ministério da Economia subiu para 7,9% em 2021, de 5,9% antes, e 3,75% em 2022, contra 3,5% no boletim anterior, publicado em julho. Com isso, os números se distanciaram do centro da meta de inflação, que é de 3,75% neste ano e 3,5% no próximo, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Embora tenham subido, as projeções da pasta também ficaram mais otimistas que as traçadas pelo mercado, que espera inflação medida pelo IPCA de 8% em 2021 e de 3,98% em 2022, de acordo com o Focus.

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Para o INPC acumulado neste ano --que serve de parâmetro para a correção do salário mínimo e de uma série de despesas previdenciárias no orçamento do ano que vem-- a conta foi a 8,4%, de 6,20% anteriormente. O Ministério da Economia já havia divulgado que cada 1 ponto de elevação no INPC implicava aumento de cerca de 8 bilhões de reais nas despesas públicas obrigatórias.

Em seu boletim, a SPE defendeu que o setor de serviços contribuirá de forma "robusta" para a recuperação econômica no segundo semestre de 2021, concomitantemente ao avanço da vacinação em massa e à flexibilização das restrições às atividades de serviços, alguns dos quais ainda não retomaram o nível pré-pandemia.

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Já para o ano que vem, a secretaria pontuou que o cenário positivo fundamenta-se "na continuidade da expansão do setor privado e em efeitos positivos das reformas pró-mercado e do processo de consolidação fiscal".

"Contudo, salienta-se que os riscos no cenário prospectivo, principalmente o hidrológico e um possível recrudescimento da pandemia, devem ser observados com cautela, avaliando os seus impactos para a economia brasileira", ponderou a SPE.

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Para o terceiro trimestre, a expectativa da secretaria é de alta de 0,6% do PIB sobre os três meses imediatamente anteriores, com avanço de 5% sobre igual período do ano passado.

As projeções de crescimento da atividade em 2023, 2024 e 2025 foram mantidas em 2,5%.

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(Por Marcela Ayres)

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