Ministério da Economia apostou na imunidade de rebanho sem ouvir Saúde

Para o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a postura explica "por que o governo não planejou a continuidade do auxílio emergencial na virada do ano"

Fachada do Ministério da Economia
Fachada do Ministério da Economia (Foto: José Cruz/Agência Brasil)


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247 - O Ministério da Economia, por meio da SPE (Secretaria de Política Econômica), apostou na hipótese da imunidade de rebanho  sem jamais consultar o Ministério da Saúde. A informação consta em ofício enviado à CPI da Covid, após requerimento do vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). 

No pedido, Randolfe questiona o motivo de Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica, ter afirmado, em 17 de novembro, que o Brasil caminhava para a imunidade de rebanho. Segundo ele, era "baixíssima a probabilidade de segunda onda". 

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O secretário revelou que "não houve qualquer comunicação e/ou troca de documentos do Ministério da Saúde (MS) com a SPE".

O ministro da economia, Paulo Guedes, disse no mês passado que o governo teve a hipótese da imunidade de rebanho como orientação geral: "foi a teoria que nós acreditamos".

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Para Randolfe, a postura explica "por que o governo não planejou a continuidade do auxílio emergencial na virada do ano". (Com informações da Folha de S.Paulo). 

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