Mídia trata alta de 0,1% do PIB como retomada

Cantada em prosa e verso pelos analistas econômicos, a tal retomada da economia, um “portento” que seria capaz de sustentar a candidatura presidencial de Henrique Meirelles  – para alguns delirantes, até a de Michel Temer – mostrou hoje que não existe, aponta Fernando Brito, editor do Tijolaço

Ministro da Fazenda Henrique Meirelles durante reunião em Brasilia 31/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda Henrique Meirelles durante reunião em Brasilia 31/07/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Cantada em prosa e verso pelos analistas econômicos, a tal retomada da economia, um “portento” que seria capaz de sustentar a candidatura presidencial de Henrique Meirelles  – para alguns delirantes, até a  de Michel Temer! – mostrou hoje que não existe. O que existe é uma “estabilidade no fundo do poço”, registrada pela alta de 0,1% do PIB medida no 3° trimestre pelo IBGE.

Aliás, não é exagero dizer que o principal motor desta estabilidade da produção é a queda da inflação, mais do que qualquer outro fator. E uma queda fundada, essencialmente, no preço dos alimentos e na supervalorização da moeda nacional ante o dólar.

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Ambas, mais que precárias, tal como é precário o crescimento do emprego que não se faz com emprego, mas com bicos, biscates, “conta própria” e outras sobrevivências mais.

Isto é algo tão evidente que até mesmo os torcedores “de bandeirinha” das políticas econômicas neoliberais não se aventuram a cantar vitória.

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