Metodologia de reajuste não pode ser feita no "afogadilho", diz Mantega

Ministro da Fazenda reforçou nesta quarta-feira 30 que a nova metodologia para o cálculo do reajuste do preço dos combustíveis não está pronta, nem tem data para sair; "Estamos desenvolvendo esta metodologia, que é uma coisa séria e importante, que não pode ser feita rapidamente, a afogadilho", disse

BRASÍLIA, DF, 17.10.2013: BALANÇO PAC2 - Ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) anunciam os dados de mais um balanço do PAC, com a presença dos ministro Edison Lobão, Moreira Franco, Agnaldo Ribeiro, Cesar Borges. (Foto: Alan M
BRASÍLIA, DF, 17.10.2013: BALANÇO PAC2 - Ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) anunciam os dados de mais um balanço do PAC, com a presença dos ministro Edison Lobão, Moreira Franco, Agnaldo Ribeiro, Cesar Borges. (Foto: Alan M (Foto: Gisele Federicce)


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Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou hoje (30) que a nova metodologia para o cálculo do reajuste do preço dos combustíveis não está pronta, nem tem data para sair. O ministro ressaltou que a política não pode ser feita "no afogadilho".

Atendendo a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários, a Petrobras divulgou um comunicado para o mercado informando que a política de reajuste automático periódico dos preços do diesel e da gasolina levará em consideração fatores como o preço dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e origem do derivado (ou seja, se o petróleo é refinado no Brasil ou no exterior).

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"A Petrobras [comunicado] soltou fato relevante, porque houve conhecimento de que se estava trabalhando em uma metodologia, aliás já faz alguns meses. Ela soltou o fato relevante porque mexe com mercado", disse Mantega, após participar da cerimônia que marcou os dez anos do Programa Bolsa Família.

"Estamos desenvolvendo esta metodologia, que é uma coisa séria e importante, que não pode ser feita rapidamente, a afogadilho", acrescentou o ministro.

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Segundo nota da Petrobras, o cálculo também terá um mecanismo para impedir o repasse de volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico. Isto porque questões como demanda internacional, crises entre países e guerras podem elevar ou derrubar preços do petróleo por um curto período de tempo.

De acordo com a estatal, a metodologia foi aprovada pela diretoria da empresa e apresentada ao Conselho de Administração, que, por sua vez, solicitou estudos adicionais, que já estão sendo elaborados.

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Edição: Carolina Pimentel

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