Metade cheio, metade vazio
É muito difícil dizer algo inteligente sobre aversão ao risco quando você vê investidores aceitando comprar notas do tesouro americano de dez anos com rendimentos abaixo da inflação
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Que mês! Por algum tempo, parecia não só que maio estava chegando ao fim, mas que o mundo ia acabar também. Era uma repetição do verão (nos climas temperados) de 2011 com os mercados despencando, indo pra cima e para baixo. Houve algumas subidas que atribuo ao "cansaço" do mercado, mas até a semana passada, os índices estavam onde começaram. O principal produto de exportação dos gregos ainda é a tragédia. Os líderes europeus, de novo, falam mais do que fazem. Os republicanos nos Estados Unidos ameaçam não autorizar o aumento do endividamento no fim do ano. Parece ou não parece o verão americano de 2011?
Por coincidência, o fim de semana passado marcou o início oficial do verão aqui nos EUA. Como no ano passado, as pessoas se perguntam o que fazer com seus investimentos. A verdade é que, de novo, não há muito onde se esconder. Todas as classes de ativos estão sendo afetadas e, claro, como a aversão ao risco cresce, os mercados acionários são os primeiros a sofrer.
É muito difícil dizer algo inteligente sobre aversão ao risco quando você vê investidores aceitando comprar notas do tesouro americano de dez anos com rendimentos abaixo da inflação. Quando investidores aceitam tomar este tipo de risco significa que eles estão mais interessados em segurança. Qual a racionalidade deste comportamento se nos Estados Unidos as empresas estão, na sua maior parte, mostrando resultados positivos e a economia está pouco a pouco melhorando? Por que os mercados reagem desta maneira? Por que o investidor está com tanto medo do mercado acionário?
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