Mesmo sem reciprocidade, Brasil deve retirar exigência de vistos
O governo brasileiro está considerando a retirada de vistos para visitantes dos Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália para impulsionar o turismo, e pode eventualmente estender o plano para incluir a China, disse nesta segunda-feira um porta-voz do Ministério do Turismo; a decisão deve ser tomada mesmo se tais países não fizerem o mesmo em relação ao Brasil
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BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro está considerando a retirada de vistos para visitantes dos Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália para impulsionar o turismo, e pode eventualmente estender o plano para incluir a China, disse nesta segunda-feira um porta-voz do Ministério do Turismo.
A proposta do novo ministro do Turismo, Marx Beltrão, iria estender por um período teste de 12 meses um programa de retirada de vistos para visitantes dos quatro países durante os Jogos Rio 2016.
O presidente Michel Temer busca atrair mais investimentos estrangeiros e visitantes para o Brasil para ajudar a tirar o país de sua pior recessão em décadas.
Em 2015, 575.800 cidadãos dos EUA visitaram o Brasil, menos de 10 por cento do total de turistas estrangeiros no país. Enquanto isso, o número de brasileiros visitando os EUA alcançou 2,6 milhões em 2014.
A isenção de vistos se tornaria permanente caso o número de turistas cresça significativamente e os governos dos quatro países removam a necessidade de vistos para brasileiros, disse o porta-voz.
A proposta do ministro ainda precisa de aprovação de outros departamentos do governo, principalmente do Ministério das Relações Exteriores, que emite os vistos e pediu reciprocidade para que cidadãos norte-americanos não precisem de vistos.
Visitantes da maioria dos países latino-americanos e nações da União Europeia, além da Rússia, não precisam de vistos para entrar no Brasil, enquanto cidadãos dos EUA precisam pagar até 160 dólares para visitar o Brasil.
(Reportagem de Anthony Boadle)
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