Mercado vê manutenção da Selic em maio

Pesquisa Focus do Banco Central, após quatro semanas projetando nova alta na reunião deste mês do Copom, aponta que economistas mudaram apostas e agora projetam que Selic será mantida nos atuais 11%; no entanto, instituições financeiras esperam mais uma alta de 0,25% em outubro, seguindo com a expectativa de o juro básico encerrar o ano a 11,25%

Mercado vê manutenção da Selic em maio
Mercado vê manutenção da Selic em maio (Foto: Bia Fanelli/Folhapress)


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Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 5 Mai (Reuters) - Economistas de instituições financeiras passaram a ver a manutenção da Selic em maio, mas projetam mais uma alta de 0,25 ponto percentual na taxa em outubro, de modo que seguem com a expectativa de o juro básico encerrar o ano a 11,25 por cento.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, após quatro semanas projetando nova alta na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom), os economistas mudaram suas apostas e agora projetam que a Selic será mantida nos atuais 11 por cento.

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Entretanto, eles agora passaram a ver uma nova elevação de 0,25 ponto percentual no final de outubro, após o segundo turno das eleições.

O próprio BC já havia dado uma série de indicações de que pretende interromper o movimento de alta dos juros para avaliar os efeitos "defasados" da política monetária.

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O Top 5 de curto prazo continua vendo pela 13ª semana seguida manutenção da Selic em 11 por cento em maio, e o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, elevou a estimativa para este ano a 12,13 por cento, ante 11,88 por cento na semana anterior.

Para 2015, o Focus mostrou também que os economistas elevaram a projeção para a taxa básica de juros a 12,25 por cento, após 11 semanas projetando 12,00 por cento.

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INFLAÇÃO E CRESCIMENTO

As mudanças nas previsões sobre a política monetária acontecem diante de um cenário de piora das expectativas de crescimento e inflação alta.

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No Focus, os economistas deixaram inalterada a projeção de IPCA a 6,50 por cento em 2014 e 6,00 por cento em 2015, mas reduziram em 0,07 ponto percentual a perspectiva para a inflação nos próximos 12 meses, a 5,93 por cento.

A meta do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais e o sinal de alerta está ligado por conta dos preços de alimentos e da pressão proveniente de serviços e preços de administrados. O Focus desta semana aponta uma alta de 5,00 por cento dos preços administrados neste ano, ante 4,75 por cento na pesquisa anterior.

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Em relação à expansão do Produto Interno Bruto, os economistas consultados pioraram o cenário para este ano com projeção de 1,63 por cento, 0,02 ponto percentual a menos, e passaram a ver crescimento abaixo de 2 por cento em 2015, de 1,91 por cento.

Na sexta-feira, o IBGE divulgará os dados de abril do IPCA.

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