Mercado não vê perspectiva no governo Bolsonaro e dólar fecha acima dos R$ 4,20 pela primeira vez na história

A política econômica ultraliberal de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes levou a moeda norte-americana pela primeira vez a fechar a R$ 4,2061 na venda. Entre os motivos está a falta de expectativa de considerável ingresso de capital no curto prazo, depois da frustração com a participação estrangeira no leilão do excedente da cessão onerosa

Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar
Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar (Foto: Agência Brasil)


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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou numa máxima recorde nesta segunda-feira, acima de 4,20 reais na venda, numa sessão negativa para divisas emergentes conforme pesaram dúvidas sobre a situação comercial entre Estados Unidos e China.

No Brasil, a força do dólar seguiu amparada pela falta de expectativa de considerável ingresso de capital no curto prazo, depois da frustração com a participação estrangeira no leilão do excedente da cessão onerosa, no começo de novembro.

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Ao término do pregão no mercado à vista, às 17h, o dólar subiu 0,30%, a 4,2061 reais na venda. Com isso, a cotação deixou para trás o recorde anterior nominal para um fechamento —de 4,1957 reais na venda, do dia 13 de setembro de 2018.

Na B3, em que os negócios com mercado futuro vão até as 18h15, o contrato de dólar de maior liquidez DOLc1 tinha alta de 0,24%, a 4,2100 reais.

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Leia também reportagem do Infomoney sobre o assunto: 

Dólar fecha acima dos R$ 4,20 pela primeira vez na história seguindo exterior e fluxo fraco

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Infomoney - Após um início de sessão em que apontava para queda, o dólar virou para alta nos minutos finais e fechou acima dos R$ 4,20 pela primeira vez, na maior cotação nominal de fechamento da história. A divisa comercial americana fechou em alta de 0,30%, a R$ 4,2055 na compra e a R$ 4,2061 na venda.

Até então, a cotação de encerramento do dia 13 de setembro de 2018 (R$ 4,1957 na venda) era a mais alta.

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O movimento de virada do dólar aconteceu em meio aos sinais de maior pessimismo da China sobre um acordo comercial com os Estados Unidos. A CNBC destacou que a visão dos chineses sobre um acordo é pessimista em meio à relutância de Donald Trump, presidente americano, em retirar as tarifas.

Vale ressaltar que a sexta-feira, dia em que a bolsa brasileira esteve fechada por conta do feriado de Proclamação da República, foi de otimismo para os mercados mundiais.

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Na sexta, o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, indicou à FOX TV, que o país poderia, em breve, finalizar um desenho de acordo com a China, o que trouxe ânimo.

Hoje, os investidores acordaram com mais novidades sobre a guerra comercial. O vice-primeiro-ministro chinês Liu He manteve conversas por telefone com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, na manhã de sábado, de acordo com a agência Xinhua.

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Durante as conversas, os dois lados tiveram “discussões construtivas” sobre as principais preocupações em relação ao fechamento da primeira fase do acordo comercial e concordaram em manter uma comunicação estreita. Contudo, com as novas informações sobre a China, o otimismo foi revertido.

Contribui ainda para o movimento do dólar a baixa liquidez do mercado nacional. “Semana com feriado em São Paulo no dia 20, sem agenda relevante e também com feriado de Ação de Graças nos EUA se aproximando (no dia 28) deve deixar mercado com liquidez fraca”, disse Luis Laudísio, trader de renda fixa da Renascença, para a Bloomberg.

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