Mercado financeiro prevê inflação de 6,67% em 2015

Previsão continua acima do teto da meta, que é 6,5%; dados são do boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central; para 2016, o mercado aposta em fechamento do IPCA em 5,7%; com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano

Previsão continua acima do teto da meta, que é 6,5%; dados são do boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central; para 2016, o mercado aposta em fechamento do IPCA em 5,7%; com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano
Previsão continua acima do teto da meta, que é 6,5%; dados são do boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central; para 2016, o mercado aposta em fechamento do IPCA em 5,7%; com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano (Foto: Gisele Federicce)


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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

Os investidores e analistas do mercado financeiro elevaram pela terceira vez consecutiva a projeção de inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estimativa passou de 6,6% para 6,67%. A previsão continua acima do teto da meta, que é 6,5%. Os dados são do boletim Focus, divulgado hoje (16) pelo Banco Central (BC). Para 2016, o mercado aposta em fechamento do IPCA em 5,7%.

O boletim Focus da última semana também reduziu, pela terceira vez, a projeção do crescimento da economia para 2015, de 0,4% para 0,38%. A estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo, teve alta pela sexta semana, passando de 8% para 8,2%.

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Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Amanhã (20) o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC dá início à primeira reunião de 2015 para decidir a taxa básica, atualmente em 11,75% ao ano. O Copom elevou a Selic nas últimas reuniões, a fim de conter a pressão inflacionária.

A projeção de câmbio foi mantida em R$ 2,80. A estimativa da dívida líquida do setor público passou de 37,25% para 37% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, passou de US$ 77,4 bilhões a US$ 78 bilhões.

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O saldo da balança comercial continuou em US$ 5 bilhões. Os investimentos estrangeiros foram estimados em US$ 58,2 bilhões, contra US$ 60 bilhões das projeções anteriores. A previsão de crescimento da produção industrial, por sua vez, caiu de 1,02% para 0,71%.

O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central e as estimativas divulgadas hoje são avaliações feitas por instituições financeiras na semana passada.

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Mercado prevê alta de 0,5 ponto percentual na Selic

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam elevação de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para amanhã (20) e quarta-feira (21). A taxa básica está em 11,75% ao ano. Com o ajuste previsto pelo mercado, ficaria em 12,25% ao ano pelos próximos 45 dias.

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Ao fim de 2015, a expectativa do mercado é que a Selic chegue a 12,5% ao ano. Na última reunião de 2014, o Copom intensificou o aperto monetário, com elevação de 0,5 ponto percentual na Selic. No encontro anterior, em outubro, o aumento havia sido de 0,25 ponto percentual.

Apesar da intensificação e das previsões do mercado, o BC sinalizou que pretende ter cautela com os juros. A ata da reunião de dezembro do Copom destaca que “a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação (…) persistam”, mas salienta que “o esforço adicional de política monetária tende a ser implementado com parcimônia”. A reunião do Copom dura dois dias, com anúncio da nova Selic na quarta-feira.

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A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. O centro da meta corresponde a 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O BC espera levar a inflação ao centro em 2016.

Quando o Copom  aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Isso gera reflexos nos preços, pois os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. 

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