Mercado de PCs do Brasil deve encolher quase um terço em 2015

Segundo o levantamento do IDC, as vendas de computadores pessoais no Brasil devem somar 7,4 milhões de unidades em 2015, uma queda de 29% sobre os 10,3 milhões de PCs comercializados em 2014

Segundo o levantamento do IDC, as vendas de computadores pessoais no Brasil devem somar 7,4 milhões de unidades em 2015, uma queda de 29% sobre os 10,3 milhões de PCs comercializados em 2014
Segundo o levantamento do IDC, as vendas de computadores pessoais no Brasil devem somar 7,4 milhões de unidades em 2015, uma queda de 29% sobre os 10,3 milhões de PCs comercializados em 2014 (Foto: Leonardo Attuch)


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SÃO PAULO (Reuters) - O mercado brasileiro de computadores deve encolher quase um terço neste ano, afetado pela recessão econômica e valorização do dólar contra o real, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela empresa de pesquisa de mercado IDC.

Segundo o levantamento, as vendas de computadores pessoais no Brasil devem somar 7,4 milhões de unidades em 2015, uma queda de 29 por cento sobre os 10,3 milhões de PCs comercializados em 2014.

"Os números estão abaixo de nossa projeção e as vendas estão bastante estagnadas", disse em comunicado à imprensa o analista de pesquisas da IDC Brasil Pedro Hagge. Segundo ele, as vendas de PCs no segundo trimestre tiveram queda de 38 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 1,637 milhão de unidades.

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Com o resultado, o Brasil caiu da sétima para a oitava colocação no mercado mundial de PCs, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Índia, Reino Unido, Alemanha e França, segundo a IDC.

"A cotação da moeda americana impacta todo o elo de produção de um computador. Com o mercado estagnado como está, muitos fabricantes estão investindo em outras categorias de produtos", afirmou Hagge.

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O gerente de pesquisa da IDC, Reinaldo Sakis, afirmou ainda que a eventual aprovação pelo Congresso da Medida Provisória 690, que prevê que computadores, tablets e outros equipamentos eletrônicos voltem a pagar alíquota cheia de impostos, deverá representar mais um peso para o setor em 2016.

"Não temos dúvida que o mercado será afetado de forma contundente e bastante negativa e a arrecadação extra de 6,7 bilhões de reais que o governo espera com essa medida será menor, pois a expectativa para o ano que vem já é de desaceleração", afirmou Sakis.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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