‘Mercado dá o benefício da dúvida a Nelson Barbosa’

Jornalista Cristiano Romero, do Valor Econômico, destaca que o novo ministro da Fazenda "assumiu e não se materializou a sangria esperada nos valores dos ativos"; "A primeira reação foi negativa, mas nos dias seguintes, mesmo considerando a baixa liquidez do período de festas de fim de ano, o dólar se comportou, a bolsa ficou no zero-a-zero e os juros de longo prazo, depois de esticarem um pouco, voltaram aos patamares anteriores à nomeação do ministro", analisa

Brasília- DF 18-12-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Novos Ministros do Planejamento Valdir Simão e Fazenda, Nelson Barbosa.
Brasília- DF 18-12-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Novos Ministros do Planejamento Valdir Simão e Fazenda, Nelson Barbosa. (Foto: Gisele Federicce)


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247 – O mercado deu o benefício da dúvida a Nelson Barbosa, novo ministro da Fazenda nomeado pela presidente Dilma Rousseff no lugar de Joaquim Levy, avalia Cristiano Romero, jornalista do Valor Econômico, em sua coluna desta quarta-feira 30.

"(...) Barbosa assumiu e não se materializou a sangria esperada nos valores dos ativos. A primeira reação foi negativa, mas nos dias seguintes, mesmo considerando a baixa liquidez do período de festas de fim de ano, o dólar se comportou, a bolsa ficou no zero-a-zero e os juros de longo prazo, depois de esticarem um pouco, voltaram aos patamares anteriores à nomeação do ministro", observa o colunista.

Para Romero, "o ministro foi inteligente ao conceder fartas entrevistas no fim de semana que antecedeu a sua posse. Ele procurou acalmar os mercados com um discurso fiscal responsável, ainda que sem ousadia. No fundo, mandou o seguinte recado: 'Calma, pessoal, neste cargo eu não serei 100% Nelson Barbosa'".

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"Foi uma mensagem relevante, uma vez que ele foi, sem sombra de dúvida, o principal ideólogo da Nova Matriz Econômica, que prometeu dar ao país um novo equilíbrio macro, amparado em juros menores e câmbio desvalorizado, mas acabou produzindo uma recessão que já dura quase dois anos e que ainda pode levar a economia para uma depressão", afirma ele.

Leia aqui a íntegra.

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