Mercado aponta a Itália como a bola da vez
O chefe de governo italiano, Mario Monti, bem que tentou rebater as especulações dizendo que a ideia de país indisciplinado ficou no passado. Mas analistas já dão como certa necessidade de ajuda externa à terceira maior economia da zona do Euro. Resta a saber se o bloco tem verba para isso
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247 com agências internacionais - A Itália é agora o novo alvo das preocupações europeias, após o resgate de 100 bilhões de euros da Espanha. Os analistas temem o contágio da terceira maior economia da zona euro, embora a Itália se porte melhor do que os outros países que tiveram de ser resgatados: Grécia, Portugal e agora Espanha.
O chefe de governo italiano, Mario Monti, rebateu ontem as especulações: "A Itália, inclusive no futuro, não precisará de ajuda do FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira)”.
"Entendo a associação da Itália com a ideia de país indisciplinado no passado", mas "hoje somos mais disciplinados que muitos outros países europeus", disse Monti.
"Nosso país paga, por meio de sua contribuição financeira proporcional, para ajudar a Grécia, Portugal, Irlanda e agora a Espanha. E agora também paga, através de juros extremamente altos, pela tensão nos mercados", acrescentou.
Para Daniel Alvarez, analista na XTB Brokers, toda a Europa está em risco: “O ataque não é à Espanha. O ataque é à Europa enquanto projeto. Isso é o que todos temos de ter em mente. E a prova é que o MIB italiano, o índice do país transalpino, foi o que mais caiu.”
Desde o passado mês de março, Espanha e Itália viram as respetivas “yield” aumentar praticamente ao mesmo ritmo, prova de que os custos dos empréstimos e a percepção do risco pelos investidores não param de subir.
O Citigroup não tem dúvidas: «Mais cedo ou mais tarde, a Itália precisará de ajuda externa».
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