Mercado acredita em redução de Selic a 7% na última reunião do ano

Às vésperas da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), o mercado está convencido de que a taxa Selic, hoje em 7,5%, deve marcar um novo piso histórico; e com grandes chances de haver cortes adicionais em 2018; de 39 economistas ouvidos entrevistados, 37 dizem acreditar que o comitê reduzirá o juro básico em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, enquanto outros 2 esperam um corte menor, de 0,25 ponto

A man arrives at the Brazilian Central Bank building in Brasilia, on May 29, 2012. Brazil's Monetary Policy Committee (COPOM) will decide today the new target interest rate, which traders expect will probably be reduced 0.5% from the current 9%.  AFP PHOT
A man arrives at the Brazilian Central Bank building in Brasilia, on May 29, 2012. Brazil's Monetary Policy Committee (COPOM) will decide today the new target interest rate, which traders expect will probably be reduced 0.5% from the current 9%. AFP PHOT (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - O mercado chega às vésperas da última reunião do ano do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) convencido de que a taxa Selic, hoje em 7,5%, deve marcar um novo piso histórico. E com grandes chances de haver cortes adicionais em 2018. De 39 economistas ouvidos pelo Valor, 37 dizem acreditar que o comitê reduzirá o juro básico em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, enquanto outros 2 esperam um corte menor, de 0,25 ponto, para 7,25% - nível que equivale à atual mínima histórica do juro, marcada em outubro de 2012.

Mas a eleição presidencial de 2018, que pode trazer volatilidade ao câmbio, é um elemento de risco citado pela maioria dos analistas, inclusive pelos que acreditam que a inflação dá espaço para uma taxa Selic abaixo de 7% no curto prazo.

Para 2018, há uma dispersão importante das projeções. Do total, 19 economistas contam com uma redução adicional da Selic no próximo ano. Outros 13 economistas afirmam que a taxa básica terminará o ano em 7%, enquanto sete contam com uma elevação do juro. Embora todos os consultados vejam riscos vindos do cenário político, a diferença de projeções para o juro neste momento se baseia no debate em torno de qual será o ritmo de recuperação econômica em 2018 e, consequentemente, de redução da ociosidade e seu efeito sobre a inflação.

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As informações são de reportagem de Lucinda Pinto no Valor

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