Mercadante: plano Temer é retrocesso inaceitável
“Se essa regra, que eles estão defendendo, que educação e saúde só terão reajuste da inflação daqui pra frente, tivesse sido aplicada nesses 10 anos anteriores, nos teríamos tido uma perda da ordem de R$ 500 bilhões”, disse o ex-ministro Aloizio Mercadante, em vídeo divulgado na página da presidente Dilma Rousseff; “Eles estão propondo que o povo através de saúde e educação pague a conta dos juros. É um retrocesso inaceitável”, diz ele
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247 – “O que eles anunciaram é o maior retrocesso da história recente do Brasil na educação e na saúde”. Foi assim que o ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, classificou as linhas gerais das medidas econômicas anunciadas, nesta terça-feira, 24/5, pelo governo interino de Michel Temer.
A fala de Mercadante foi divulgada na página do Facebook da presidente Dilma Rousseff. No vídeo, o ex-ministro afirma que a Constituição de 1988 estabeleceu alguns mecanismos de proteção da saúde e da educação, porque entende que essas pautas são direito do cidadão e dever no Estado.
No caso específico da educação, Mercadante lembrou que, nos últimos cinco anos, o governo Dilma investiu R$ 54 bilhões acima do mínimo exigido pela Constituição Federal, que no caso da União é de 18% da receita bruta dos impostos. “Se essa regra, que eles estão defendendo, que educação e saúde só terão reajuste da inflação daqui pra frente, tivesse sido aplicada nesses 10 anos anteriores, nos teríamos tido uma perda da ordem de R$ 500 bilhões”, disse Mercadante.
O ex-ministro encerra o vídeo dizendo que neste momento de crise, em que há desemprego e que as pessoas estão perdendo renda, há um aumento da demanda da população por saúde e educação. “Eles estão propondo que o povo através de saúde e educação pague a conta dos juros. É um retrocesso inaceitável”, finaliza Mercadante.
Assista, aqui, ao vídeo de Mercadante.
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