Mercadante: “o neoliberalismo não vai resolver os problemas econômicos do Brasil”

Ex-ministro discute com o economista Eduardo Moreira o pibinho de Guedes e o fracasso econômico do governo Bolsonaro

Ex-ministro Mercadante / Guedes e Bolsonaro
Ex-ministro Mercadante / Guedes e Bolsonaro (Foto: Divulgação)


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247 - Em discussão com o economista Eduardo Moreira na TV 247, o ex-ministro Aloizio Mercadante explicou o fracasso econômico do governo de Jair Bolsonaro e da política neoliberal no continente latino-americano. “A experiência neoliberal não vai resolver os problemas econômicos do Brasil. Tem sido uma tragédia na América Latina, uma tragédia histórica”, afirmou o político petista.

Mercadante também esclareceu a farsa do suposto crescimento econômico brasileiro. Os dados divulgados pelo governo, de aumento de 1,1% do PIB brasileiro, foi, na verdade, segundo ele, “o consumo das famílias, 1,8%, muito pelos R$ 47 bilhões do FGTS, que foram colocados, sendo que menos do que isso foi liberado no ano passado”. Com isso, a crise econômica que permeia o país fica explícita, pois o desespero e a insegurança financeira está levando os trabalhadores mais pobres a utilizarem seu “patrimônio”, o FGTS, que é “uma poupança para usar no momento em que ele ficar desempregado ou para construir sua casa própria, que era fundo da Caixa Econômica Federal e do BNDES, que foi transformado em consumo”. “É uma bolha que não se sustenta e o Temer já tinha feito isso lá atrás”, afirmou.

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Sobre o “pouco do PIS” (Programa de Integração Social) e a cessão onerosa do petróleo, que deu R$ 38 bilhões para a Petrobras e R$ 30 bilhões para estados e municípios, Mercadante qualificou a política do governo como “um keynesianismo envergonhado que não resolveu”. 

Segundo ele, “o que nós precisamos analisar é o caminho pra gente sair dessa situação”, e para isso é preciso “desmistificar essa ideia da política fiscal” e “rever essa política do teto de gastos”, caso contrário ele não vê alternativa. “O Estado tem que estimular, porque o setor privado não vai fazer, ou alguém ainda acha que vai fazer? Se você tirar o BNDES, você acha que o setor privado vai financiar ao médio e ao longo prazo? Se você desmontar o Banco do Brasil e a Caixa, você acha que eles vão substituir no crédito agrícola e na habitação popular? Não vão. Na infraestrutura? No setor público?”, afirmou, apelando para uma participação mais ativa do Estado para estimular a economia.

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O ex-ministro ainda declarou que “eles vão ter que rever [a política econômica]” porque “é insustentável o desenvolvimento sem uma política, em um país como o Brasil, sem estimular o consumo, a demanda na ponta”. Para o dirigente petista, “é isso que vai gerar investimento, que vai gerar negócio, que vai gerar saída. E se o PIB cresce, melhora a relação dívida/PIB. Não tem como resolver o problema fiscal sem crescimento econômico. Essa é a experiência histórica”.

Outro argumento apresentado por Aloizio Mercadante é que é preciso “proteger os pobres” para superar a crise econômica. “Não pode ter uma fila no Bolsa Família de 3,5 milhões de pessoas. Isso é criminoso”, criticou. E reforçou que basta andar pela cidade para ver como a pobreza está “chegando em uma situação dramática”. “A fila do INSS não pode ter 2,3 milhões de pessoas”, pois isso atrasa “benefícios básicos” como o auxílio-maternidade, auxílio-saúde, que “são coisas fundamentais no momento de dificuldade”, concluiu.

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