Meirelles vê excesso de pessimismo com o Brasil

"Participei na semana passada de encontro com grande grupo de investidores, brasileiros e internacionais, e fiquei surpreso com o nível de pessimismo generalizado em relação ao Brasil", diz Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central; "Apesar das mudanças na equipe econômica, das medidas já anunciadas de reajuste fiscal e da anunciada disposição de controle da inflação, o ambiente geral permanece de descrédito e pessimismo"

Henrique Meirelles
Henrique Meirelles (Foto: Leonardo Attuch)


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247 - O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se surpreendeu com o grau de pessimismo dos agentes econômicos com o Brasil.

"Participei na semana passada de encontro com grande grupo de investidores, brasileiros e internacionais, e fiquei surpreso com o nível de pessimismo generalizado em relação ao Brasil", diz ele no artigo O resultado é a chave.

"Apesar das mudanças na equipe econômica, das medidas já anunciadas de reajuste fiscal e da anunciada disposição de controle da inflação, o ambiente geral permanece de descrédito e pessimismo", afirma. "A confiança se perde rapidamente e se ganha devagar. E para reconquistá-la é preciso principalmente mostrar resultados."

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Ele afirma, ainda, que haverá contração da atividade econômica. "Não há dúvida que o corte de despesas públicas, algum aumento de tributos e a elevação de taxa de juros pelo Banco Central conterão a atividade econômica."

No entanto, prevê dias melhores mais adiante. "Mas este é o momento do ajuste, e todos examinarão cuidadosamente a sua aplicação. Apesar de ser um ano difícil, é um ajuste viável que, a partir de seus resultados, poderá restabelecer a confiança na economia do país."

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"Apesar de ter sido extremamente realista sobre os problemas dos últimos anos e suas consequências para a economia brasileira, minha palestra ao grupo de investidores foi considerada a mais positiva em relação à viabilidade de uma correção de rumo", afirmou. "Talvez por ter participado do ajuste que possibilitou o crescimento da década passada, sei que existem condições de realizar nova correção com eficiência, desde que haja vontade política."

 

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